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Jovem mata a facadas menina que conheceu em jogo online

Guilherme Costa filmou o assassinato de Ingrid Oliveira e divulgou na internet

Thamirys Andrade - 24/02/2021 13h41 | atualizado em 26/02/2021 10h18

Vida real! Jovem mata rival no videogame com golpes de espada
Guilherme e Ingrid se conheceram há um mês em uma partida online de Call Of Duty Foto: Reprodução

Um jovem de 18 anos foi preso em Pirituba, Zona Norte de São Paulo, após matar uma colega de vídeo games, de 19 anos, a golpes de faca nesta segunda-feira (22).

Guilherme Alves Costa e Ingrid Oliveira Bueno da Silva costumavam jogar games de guerra, e, durante uma divergência, o rapaz cometeu o crime, gravou um vídeo e divulgou na internet.

– Vocês ‘tão achando que é tinta, montagem, mas não é. Eu realmente matei ela. Eu tenho um livro também. Pedi pra um pessoal divulgar – diz ele no vídeo, referindo-se a um diário de 52 páginas, no qual ele descreve seus dias, afirma que não gosta de ninguém e faz ataques ao cristianismo.

Guilherme chocou a polícia pela sua frieza e revelou que planejava o homicídio há duas semanas. Na delegacia, o jovem afirmou que o seu objetivo era ficar com a moça e depois matá-la.

– Ela atravessou o meu caminho […] Minha sanidade mental ‘tá completamente apta. Eu quis fazer isso – garantiu ele aos policiais, de acordo com informações do R7.

A polícia ainda tenta entender a motivação do crime.

CASO
Guilherme e Ingrid se conheceram na internet há cerca de um mês, em partidas online. A adolescente era conhecida como Sol e integrava a equipe FBI E-Sports do jogo Call of Duty (Cod), como parte de um time adversário ao de Guilherme, o Gamers Elite.

Na última segunda-feira, os dois se encontraram na casa do rapaz. Ela pediu um atestado no trabalho para ir até lá, escondida dos pais, e disse ao namorado que iria à casa de um amigo, sem entrar em detalhes.

Ingrid foi morta na residência de Guilherme, mas a família dele não notou nenhuma movimentação incomum ou barulho. Um dos irmãos de Guilherme descobriu o corpo da moça após chegar em casa e convenceu-o a entregar-se à polícia.

A mãe do rapaz, Maria Rita Alves, conta que o acontecimento chocou a todos.

– Sem palavras! Todo mundo aqui gostava dele. O filho que eu criei não foi esse, não foi – afirmou à RecordTV.

O crime foi registrado como homicídio qualificado no 87º DP, na Vila Pereira Barreto.

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