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Vereador Jairinho vira réu em caso de tortura contra filha de ex

Parlamentar pode ser punido com até 10 anos e 8 meses de prisão

Pleno.News - 04/05/2021 07h29 | atualizado em 04/05/2021 16h05

Vereador Dr. Jairinho Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

A Justiça do Estado do Rio aceitou, na segunda-feira (3), denúncia contra o médico e vereador do Rio de Janeiro, Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho (sem partido), de 43 anos, por tortura praticada nos anos de 2011 e 2012 contra uma menina de 4 anos, filha de uma então namorada dele.

O inquérito que investigou o caso foi concluído na última sexta-feira (30) e encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), que providenciou a denúncia no mesmo dia. Na segunda-feira, a juíza Luciana Mocco Lima, da 2ª Vara Criminal de Bangu, aceitou a denúncia, e Jairinho então se tornou réu.

O vereador vai responder por infringir o artigo 1º, inciso II, da lei 9.455/97, e, se for condenado, pode ser punido com até 10 anos e 8 meses de prisão. Ele está preso temporariamente desde 8 de abril e foi acusado de agredir até a morte seu enteado Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Na segunda-feira, a Polícia Civil concluiu também o inquérito sobre este caso, e Jairinho foi indiciado por homicídio doloso (intencional) duplamente qualificado e dois crimes de tortura contra o enteado.

Pela acusação relativa a 2011 e 2012, Jairinho está proibido de manter qualquer tipo de contato com a vítima e seus familiares, em especial os parentes que figuram como testemunhas nos autos e, na hipótese de ser posto em liberdade, fica proibido de aproximar-se de tais pessoas, devendo comparecer mensalmente ao Juízo para manter atualizado seu endereço e justificar suas atividades.

O CASO
A vítima do crime de tortura pelo qual Jairinho foi denunciado é a filha de uma cabeleireira que conheceu Jairinho em 2010 e manteve um relacionamento com ele até 2013. Nesse intervalo, chegaram a ficar noivos. A menina, que à época tinha de 3 a 5 anos e hoje tem 13, disse que o vereador bateu a cabeça dela contra a parede do box de um banheiro e pisou sobre o corpo dela.

– A criança tinha pavor e pânico ao ver o carro de Jairinho. A figura dele trazia lembranças das agressões. Ela ficava segurando na perna da avó para não ir ao encontro do doutor Jairinho. Quando identificaram a ânsia de vômito e o pânico da criança, ela foi afastada do convívio (com ele). A criança foi praticamente criada pela avó por questões familiares – contou o delegado Adriano Marcelo Firmo França, titular da DCAV, que também participou da entrevista coletiva na sexta-feira.

A mãe da criança é considerada pela polícia vítima de violência doméstica e não será indiciada por não ter denunciado as agressões dele à filha. Ao ser preso pela investigação referente a Henry, Jairinho prestou depoimento ao delegado França e negou as acusações. Mas a investigação concluiu que ele mentiu.

– Toda a versão apresentada por doutor Jairinho foi derrubada pelas provas documentais e pelo depoimento. Em determinados momentos, ele (Jairinho) diz não estar com determinadas crianças, em determinados locais. Porém, fotos mostram o contrário – afirmou o delegado.

*Estadão

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