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Ursinho Pooh é “barrado” no DF em protesto contra a China

Personagem é censurado no país por comparações com o ditador Xi Jinping

Pierre Borges - 01/07/2021 17h41 | atualizado em 15/10/2021 13h01

Pleno.News Foto: Arte/Pleno.News

Manifestantes que protestavam em Brasília contra a violação dos direitos humanos e de liberdade na China alegam ter sido impedidos pela polícia local de inflar um boneco de 17 metros do personagem da Disney Ursinho Pooh. O mascote do movimento é censurado na China porque internautas o comparam ao ditador chinês, Xi Jinping, devido a semelhanças em seu porte físico.

O ato foi realizado no dia marcado pela transferência da soberania de Hong Kong para o governo chinês. A manifestação ocorreu em frente à residência oficial do embaixador da China nesta quinta-feira (1º), no Lago Sul.

O presidente do movimento Democracia Sem Fronteiras, Jorge Santos, disse que “a ideia do protesto é mostrar para o embaixador chinês o quão importante são esses direitos [humanos e de liberdade] e que o mundo está atento ao que ocorre no país”.

Segundo os organizadores do protesto (membros do movimento), o objetivo da manifestação era “promover o debate e incentivar que o Brasil se manifeste sobre todas as violações aos direitos da população chinesa e busque a melhor forma de abordar as políticas autoritárias da China”.

Segundo o Democracia Sem Fronteiras, a justificativa da polícia para impedir o uso do ursinho gigante foi a falta de autorização da administração local para o boneco ser inflado na área. Entretanto, os manifestantes afirmam que entraram em contato com a administração regional do Lago Sul e foram informados de que a autorização não era necessária, pois o boneco seria inflado temporariamente.

A Administração Regional do Lago Sul informou ao portal Metrópoles, por meio de nota, que um comunicado sobre o protesto foi protocolado na Secretaria de Segurança Pública do DF à véspera do protesto pelo representante do movimento e que o processo foi submetido à análise, manifestação e fiscalização do DF Legal.

Na nota, a Administração afirma: “As alegações atribuídas à servidora estão distorcidas, visto que a mesma informou que não se caracterizava evento, e não tinha uma autorização específica para a utilização e para verificar a autorização junto à Secretária de Segurança Pública, e em momento algum foi informado o tamanho do boneco”.

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