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Tumulto em hospital: Idosa que morreu teria alta na próxima semana

Caso aconteceu no Rio de Janeiro

Pleno.News - 17/07/2023 21h29 | atualizado em 18/07/2023 11h59

Idosa morreu em hospital, no Rio de Janeiro Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta segunda-feira (17), foi realizado o sepultamento da idosa que morreu durante um tumulto provocado por pai e filha no Hospital Municipal Francisco da Silva Teles, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A cerimônia fúnebre ocorreu no Cemitério do Caju. Arlene Marques da Silva tinha 82 anos e teria alta na próxima semana, conforme explicou a filha dela, Elaine Marques, de 52 anos. As informações são do R7.

– Minha mãe estava se recuperando, almoçando e jantando. Ela já estava bem. Não estava ruim, não, que a doutora falou que, talvez, daria alta na semana que vem. Ela ficou lá duas semanas. Não deu para socorrer com o susto. Eu tenho certeza de que foi o susto que ela teve. Só quero justiça – falou Elaine.

Arlene estava em atendimento na sala para pacientes graves quando começou a confusão no hospital, no domingo (16). Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

A idosa era mãe de oito filhos e avó de 38 netos.

ENTENDA O CASO
Um pai e a filha foram presos em flagrante, no domingo, por homicídio doloso, após agredirem uma médica e atrapalharem o atendimento de Arlene, que estava em estado grave no hospital.

De acordo com o delegado Geovan Salomão Omena, responsável pelo caso, André Luiz do Nascimento Soares chegou ao hospital com um corte no dedo, sem gravidade, e foi orientado a aguardar atendimento. No entanto, após ficar insatisfeito com a demora, ele teria começado a depredar o hospital com a ajuda da filha, Samara Kiffini do Nascimento Soares, de 23 anos.

Diante da confusão, a médica que trabalhava no local foi até o atendimento para saber o que estava acontecendo. Ao encontrar André e Samara, a profissional foi ofendida, agredida e chegou a receber um soco no rosto e um chute enquanto estava no chão. Por causa das agressões, a vítima sofreu um corte na boca e precisou levar pontos.

Por conta da briga, alguns pacientes se assustaram e um deles, com infarto agudo do miocárdio, teve de deixar a sala de atendimento e se esconder no banheiro. Outra paciente que estava em estado grave, ficou sem acompanhamento por causa da confusão e acabou morrendo.

– É inadmissível uma conduta dessa onde, por uma situação banal, onde não houve ausência de atendimento, ele causou um dano patrimonial naquilo que é o pronto-socorro das pessoas, onde salvam vidas. Eles tiraram a vida de uma pessoa por conta desse ato irresponsável – disse o delegado Geovan Omena.

Ao portal G1, o advogado Cláudio Rodrigues, que representa André e Samara, alegou que houve uma confusão generalizada no hospital, mas que não se sabe a origem. O profissional disse ainda que é “forçoso” acusar pai e filha pela morte de uma paciente que já estava debilitada no hospital.

– Inicialmente a defesa entende, com a máxima vênia, que acusar os réus de homicídio de um paciente que já estava internado naquela unidade, possivelmente com um quadro clínico ruim, é forçoso demais. Réus esses que também estavam naquela unidade desesperados por um atendimento que não alcança – declarou.

A dupla responsável pela confusão irá responder pela morte da idosa. Os dois devem ser indiciados pelos crimes de dano ao patrimônio e lesão corporal contra a médica.

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