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Transmissora de energia do Amapá pode perder concessão

Ministro de Minas e Energia considerou o incidente "inadmissível e inaceitável"

Pierre Borges - 09/11/2020 16h01 | atualizado em 09/11/2020 16h12

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (9), em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque classificou o apagão do Amapá como “inadmissível e inaceitável”. O ministro afirmou que a empresa Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), responsável pela alimentação das cidades que sofreram o blecaute, pode perder a concessão.

– É inadmissível e inaceitável o que ocorreu, não é possível que um Estado ligado ao Sistema Interligado Nacional, que é o nosso sistema elétrico, leve tanto tempo para ser restabelecida a energia. Isso mostra uma falha que está sendo evidentemente apurada e estamos trabalhando para que não ocorra mais – declarou Albuquerque.

A falta de energia elétrica no Estado começou na noite de terça-feira (3), após um incêndio numa subestação da LMTE no Macapá e já dura seis dias. Em todo o Estado, apenas dois dos dezesseis municípios do Amapá tiveram seu fornecimento de eletricidade mantido. Bento Albuquerque afirmou que a prioridade é recuperar a energia da região, o que, segundo ele, já foi feito em 70%.

– O importante é, primeiro, restabelecer a energia. Em segundo, estamos apurando as responsabilidades – afirmou o ministro.

A Justiça Federal do Amapá determinou, no sábado (7), um prazo de três dias para o restabelecimento de 100% da energia no Estado, mas em entrevista à Rádio CBN, Bento Albuquerque negou a viabilidade técnica para o cumprimento da medida, e voltou a dizer que a previsão é de 10 dias para a normalização total da situação.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para descobrir as responsabilidades do apagão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também está apurando as causas e os culpados pelo incidente.

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