Tornozeleira de Oruam está desligada desde domingo
Justiça aponta descumprimento do monitoramento eletrônico e determina prisão do rapper
Pleno.News - 04/02/2026 14h30 | atualizado em 04/02/2026 18h14

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é procurado pela Justiça por descumprimento de medidas cautelares. A juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, expediu mandado de prisão contra o cantor na terça-feira (3), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus que o mantinha em liberdade. A defesa dele não foi localizada.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio diz que a tornozeleira eletrônica de Oruam está desligada desde domingo (1º). Segundo a pasta, desde o dia 1º de novembro, o rapper violou o equipamento 66 vezes, sendo 21 violações graves somente neste ano, “em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria”.
Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica no dia 9 de dezembro do ano passado, quando foi feita a troca do equipamento.
– Após o comparecimento e a substituição do dispositivo, a tornozeleira retirada foi encaminhada à perícia técnica, que constatou dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto – diz a Seap.
A juíza Tula Correa de Mello disse que o rapper foi notificado da decisão de terça. A magistrada destaca ainda que o passaporte do cantor foi apreendido e ele está proibido de deixar o país.
– Certifico, ainda, que o passaporte do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno foi acautelado em local apropriado nesta serventia, bem como foi comunicada a Polícia Federal acerca da medida cautelar de proibição de ausentar-se do território nacional sem prévia e expressa autorização judicial – afirma a juíza.
O mandado de prisão foi expedido após o ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, revogar na terça, o habeas corpus de Oruam.
DESCUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES
O magistrado entendeu, no entanto, que Oruam descumpriu “reiteradamente” as medidas impostas e revogou o habeas corpus.
– O descumprimento reiterado ou injustificado das cautelares alternativas, especialmente a obrigação de manter carregada e em pleno funcionamento a tornozeleira eletrônica, evidencia o desrespeito à autoridade judicial e demonstra a inadequação das medidas menos gravosas – diz o ministro na decisão.
*AE
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