Testemunha alertou que mulher dada como morta respirava; veja
Fernanda, atropelada em São Paulo, foi declarada morta por engano por uma médica do Samu
Priscilla Brito - 06/02/2026 13h42 | atualizado em 06/02/2026 14h30

Após a alta de Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, atropelada em Bauru e declarada morta por engano por uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), voltou a circular nas redes sociais o vídeo do atendimento que mostra testemunhas alertando a equipe sobre sinais de vida da vítima.
– Está viva! A moça está respirando, gente, eu tô vendo! – disse uma testemunha no vídeo.
A autora do vídeo, que não teve seu nome identificado, relatou que mesmo após alertar a equipe do Samu, o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para declarar o óbito.
– Nem eles acreditaram que o Samu deu um óbito para alguém vivo. Aí, desceram, foram ver e viram que estava viva – disse, em entrevista ao G1.
Confira:
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RELEMBRE
O acidente ocorreu no dia 18 de janeiro, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, e Fernanda foi socorrida pelo Samu. Inicialmente, a médica que atendeu a vítima declarou que ela não resistiu aos ferimentos, e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remoção do corpo.
No entanto, outro médico socorrista percebeu sinais de vida em Fernanda, que já estava coberta por uma manta térmica sobre o asfalto, usada normalmente para proteger corpos em acidentes, e conseguiu reanimá-la. Em seguida, ela foi levada ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base, onde permaneceu internada por 19 dias, sendo nove deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Na saída do hospital, a equipe comemorou o momento com a canção Sou um Milagre, do grupo Voz da Verdade, balões e aplausos.
– Ela ainda sai um pouco fraca, então os próximos passos envolvem acompanhamento na Unidade Básica de Saúde e fisioterapia com suporte multidisciplinar. Fernanda continuará recebendo esses cuidados periodicamente em casa e em instituições especializadas – explicou o médico Bruno Barbosa ao G1.
Após a repercussão do caso, a médica que havia atestado a morte da paciente foi afastada até o término das investigações. Uma sindicância interna foi aberta para apurar possíveis falhas no atendimento.
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