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Tesoureiro desvia R$ 8 milhões de prefeitura e investe na bolsa

Homem pretendia usar recursos desviados da administração local para recuperar prejuízo pessoal

Paulo Moura - 04/05/2021 11h06 | atualizado em 04/05/2021 14h09

Tesoureiro desviou mais da metade do orçamento de cidade Foto: Reprodução

O tesoureiro da cidade de Dom Pedro de Alcântara, no Rio Grande do Sul, é suspeito de desviar R$ 8 milhões dos cofres da cidade para investir no mercado financeiro. Simão Justo dos Santos, de 38 anos, teria mandado o dinheiro, equivalente a 50% do orçamento do município, para contas pessoais dele, entre março de 2020 e fevereiro deste ano.

Ao prestar depoimento, o tesoureiro disse que perdeu dinheiro investido na bolsa de valores. Ele, então, pretendia usar os recursos desviados da prefeitura para recuperar o prejuízo. Procurada pela reportagem do Fantástico, da TV Globo, a defesa de Simão alegou que não irá se manifestar porque o inquérito tramita em segredo de Justiça.

– Ele acabou imaginando que, retirando da prefeitura, ele conseguiria apostar nessas bolsas, investir nas bolsas, retirar o que ele havia perdido e, em um segundo momento, devolver para Prefeitura Municipal – explica a chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor.

Apurações da prefeitura apontam que grande parte dos desvios ocorreu nas áreas da saúde, da educação e do fundo de previdência dos funcionários municipais. Os 196 alunos de escolas municipais, que retomam as aulas no dia 10, poderão ficar sem merenda e transporte. Pelo menos quatro professores deixarão de ser contratados.

A investigação do caso apontou que o desvio afetou gravemente a prestação de serviços básicos à população. Em março, 184 pessoas deixaram de ser testadas para a Covid-19 porque não havia dinheiro para a compra do material. Falta medicamentos básicos na farmácia municipal e não há recursos para bancar exames para pacientes.

Segundo a prefeitura, o funcionário tinha várias senhas com as quais realizava as transferências, que chegavam a R$ 150 mil cada. Ele também maquiava as prestações de contas. O alerta foi feito pelo gerente de uma das contas, que passou a estranhar as TEDs de valores elevados. O tesoureiro foi indiciado por peculato, com pena que varia de 2 a 12 anos de prisão.

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