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Tabata Amaral fala sobre o pai, que morreu após vício em crack

A deputada lamentou a falta de acolhimento para quem sofre com a saúde mental

Leiliane Lopes - 10/01/2024 21h41 | atualizado em 11/01/2024 12h02

Tabata Amaral Foto: YouTube Universa

Nesta quarta-feira (10), a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) participou do videocast Desculpa Alguma Coisa, do UOL, conduzido por Tati Bernardi, quando falou sobre a morte de seu pai, Olionaldo Francisco, em decorrência do uso de crack. Durante a entrevista, a parlamentar compartilhou detalhes sobre as dificuldades enfrentadas devido à falta de oportunidades e apoio para tratar da saúde mental.

– Meu pai morreu com 39 anos por causa do crack. Um homem brilhante, que escrevia o que ele via na rua, no ônibus, organizava torneios de xadrez para mim e meu irmão, mas que não teve nenhuma oportunidade, nenhum acolhimento para tratar de sua saúde mental – relatou Tabata Amaral durante o videocast.

A deputada já havia compartilhado parte dessa história em uma entrevista à revista Marie Claire em 2019, revelando detalhes dessa parte da vida com seu padrasto, homem que a criou sem contar que não era seu pai biológico.

– Até meus 16 anos, não tinha ideia que ele não era meu pai biológico. E me pareço muito com ele de jeito. Ele era bem doido, bem sonhador. Não fez nem ensino fundamental, mas me ensinou a gostar de ler, a gostar de estudar o universo… Era espírita, frequentava a igreja católica e também a umbanda. E eu acompanhava ele nisso – contou a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo.

Questionada sobre os problemas enfrentados por Olionaldo com as drogas, Tabata Amaral confirmou que seu pai teve uma batalha contra o vício, especialmente o crack. Ela também falou sobre o ciclo de internações e recaídas que terminou apenas com a trágica morte de Olionaldo, quando Tabata tinha 18 anos.

– Ele morreu quando eu tinha 18. Foi assim que fui aceita em Harvard. Meu pai dizia que ele só tinha vindo à Terra pra me ajudar, porque eu era uma alma muito boa. De acordo com ele, a missão dele tinha acabado quando eu passei em Harvard. Parece novela mexicana, mas é a minha história – contou ela para a Marie Claire.

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