Suspeitos de matar empresário apagaram dados de celulares
Cinco seguranças estão na mira da polícia atualmente
Paulo Moura - 31/07/2025 09h44 | atualizado em 31/07/2025 13h48

Dois meses após a morte do empresário Adalberto Amarilio Júnior, cujo corpo foi encontrado em um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a investigação avança, mas ainda tem questões em aberto. A diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Ivalda Aleixo, confirmou que parte dos seguranças investigados apagou dados de seus celulares antes de dá-los à polícia.
Segundo a delegada, a perícia tenta recuperar informações apagadas e também acessar dados armazenados em nuvem, processo que é mais demorado.
– O crime é de difícil elucidação, mas não impossível – afirmou Ivalda.
Cinco seguranças estão na mira da polícia: três vigilantes, um chefe e um coordenador de equipe. Quatro deles já prestaram depoimento, mas optaram por permanecer em silêncio. Seus aparelhos foram entregues para análise pericial. O quinto suspeito ainda não foi localizado e deverá ser intimado a comparecer à delegacia e entregar o celular.
A investigação aponta que ao menos dois dos seguranças podem ter participado de forma mais direta na morte de Adalberto. Um dos investigados, lutador de jiu-jítsu e coordenador da equipe, chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de 21 munições de calibre 38. Ele foi liberado após pagar fiança e responderá em liberdade por esse crime. O homem tem antecedentes por furto, associação criminosa e ameaça.
Nenhum dos seguranças foi formalmente indiciado pelo homicídio do empresário até o momento. O DHPP ainda aguarda laudos periciais e pretende ouvir novas testemunhas antes de concluir o inquérito. A polícia também avalia a possibilidade de pedir ao Judiciário a prisão preventiva de um ou mais suspeitos.
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