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Suspeitas de matar criança de 3 anos são agredidas na prisão

Mãe do menino e sua companheira foram presas pelos crimes de tortura qualificada e homicídio

Henrique Gimenes - 29/11/2019 19h46 | atualizado em 29/11/2019 20h36

Mãe e companheira agrediram e mataram criança Foto: Reprodução

As duas mulheres que são acusadas de torturar e matar o menino Davi Gustavo Marques de Souza, de 3 anos, foram agredidas por outras detentas na prisão. Luana Marques, mãe da criança, e sua companheira, Fabíola Bacelar, estão na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

O caso aconteceu na terça-feira (26), em Nova Marilândia, no interior do Mato Grosso. Luana e Fabíola foram presas pelos crimes de tortura qualificada e homicídio.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), as duas estavam detidas em uma ala de reeducandas que cometeram crimes semelhantes e foram agredidas por outras duas mulheres. A equipe de agentes penitenciários precisou intervir.

Luana e Fabíola ficaram com hematomas no rosto e foram levadas para atendimento médico.

MORTE
Em julho deste ano, o pai da criança havia registrado um boletim de ocorrência denunciando Luana após buscar o filho na casa dela e perceber que ele estava com marcas de mordida e ferimentos pelo corpo. A mãe, porém, alegou que os ferimentos haviam sido causados por uma queda.

Após as agressões nesta terça, Davi Gustavo foi levado para o Pronto-Atendimento, já sem vida, pela companheira da mãe. Ele estava com escoriações e hematomas pelo corpo. Logo depois que ele deu entrada, a Polícia Militar (PM) foi acionada.

Presa, a companheira da mãe alegou que os ferimentos haviam sido causados em uma queda de bicicleta, e a fratura no fêmur que ele apresentava teria sido em uma queda, jogando futebol, mas testemunhas que foram até a Delegacia desmentiram a versão de Fabíola e disseram que a fratura foi causada por um atropelamento.

O caso foi registrado como homicídio doloso, tortura cometida contra criança, maus-tratos com resultado de morte e omissão de socorro e será investigado pela Polícia Civil. Segundo a polícia, o pai também será denunciado por omissão de socorro por ter conhecimento das agressões e não ter tomado atitudes para evitar a morte do pequeno.

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