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Suspeita de planejar massacre em escola no DF é internada

Jovem de 19 anos teve internação psiquiátrica determinada pela Justiça

Paulo Moura - 23/05/2021 09h36 | atualizado em 23/05/2021 09h37

A polícia apreendeu armas e máscaras
A polícia apreendeu armas e máscaras Foto: Reprodução

A jovem de 19 anos suspeita de planejar um massacre a uma escola pública no Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal, foi internada compulsoriamente na manhã deste domingo (23), após decisão judicial. O ato foi cumprido por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A ordem de internação psiquiátrica contra a jovem foi tomada pela juíza plantonista do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A garota foi alvo de uma operação de buscas, intitulada de Shield (escudo, em inglês) na última sexta-feira (21), quando policiais fizeram uma revista intensa em sua casa.

A operação da Polícia Civil do DF foi deflagrada em parceria com a Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos. A jovem foi levada à delegacia, mas liberada, por não se configurar prisão em flagrante. Apesar do envolvimento da polícia norte-americana, a polícia confirma que a ação não ocorreria em colégios internacionais.

De acordo com relatos da mãe da menina ao site Metrópoles, a jovem já havia admitido à família que “tinha vontade de matar adolescentes da escola dela”. Apesar disso, a mulher, de 53 anos, afirma não acreditar que a menina concretizaria o ataque. De acordo com relatos da mãe, a filha sofria bullying na antiga escola

– [Ela] chegava em casa da escola nervosíssima e tinha surtos de raiva. Eu falava: “não, minha filha. Vamos conversar”. Voltamos nos médicos dela, aí aumentaram a medicação, porque ela toma antidepressivos – relata.

Há dois anos, a jovem teria sofrido um surto psicótico enquanto andava na rua e acabou atropelada por um carro. Na ocasião, levou 50 pontos na cabeça, além de ter fraturado o quadril e os ombros. Também por conta disso, a mãe defende que ela não teria condições físicas de fazer qualquer ato de grande magnitude.

– Ela tem esquizofrenia, ansiedade, síndrome do pânico. Para resolver tudo, ela tem que estar comigo, porque não faz nada sozinha – completa.

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