SP: Tenente baleado na cabeça tem novo avanço no tratamento
Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, sofreu ataque em São Caetano do Sul
Kleber Pizão - 06/07/2026 22h05 | atualizado em 07/07/2026 13h43

O tenente da Polícia Militar de São Paulo Ronickson Pimentel dos Santos iniciou, nesta segunda-feira (6), o protocolo de redução gradual da sedação. Ele está internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, após ter sido baleado na cabeça no final de junho. O agente é irmão de Eloá Pimentel, morta durante um sequestro em 2008, na mesma cidade do ABC Paulista.
De acordo com informações divulgadas pela Rota, o agente permanece em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas apresenta estabilidade e boa resposta ao tratamento. A equipe médica destacou que os sinais neurológicos do policial seguem em evolução positiva.
A Polícia Militar de São Paulo informou que o caso é investigado como tentativa de homicídio. A corporação ressaltou que a nova etapa médica era muito aguardada e que mantém o acompanhamento da recuperação do policial junto aos familiares.
RELEMBRE
O crime ocorreu no dia 27 de junho, no município de São Caetano do Sul. O tenente Pimentel foi atingido por disparos enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás. A abordagem foi realizada por dois homens que utilizavam uma motocicleta para se locomover. A investigação policial aponta que o atentado contra o tenente foi planejado, com monitoramento de sua rotina por quase cem dias.
Dois suspeitos, detidos na Zona Leste da capital paulista no dia seguinte ao crime, cumprem prisão temporária de 30 dias. Eles são investigados por fornecerem cobertura logística para a ação, e a polícia teve acesso a dados dos celulares apreendidos com a dupla.
Um terceiro suspeito, Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, teve a prisão decretada e entrou na Lista Vermelha da Interpol. Ele foi identificado após análise telefônica e imagens que o mostram fugindo com um dos presos horas após o atentado.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à captura de Siqueira, que possui ligação com o crime organizado. As denúncias são anônimas, e a defesa dos citados não foi localizada.
Leia também1 EUA deporta italiano de 55 anos condenado por pedofilia no Brasil
2 Após derrota, Cristiano Ronaldo se despede da seleção portuguesa
3 Valdemar defende vice de outro partido para Flávio Bolsonaro
4 Defesa avalia pedir para arquivar inquérito contra Lulinha
5 PF mira esquema de lavagem de bets ilegais com 87 'laranjas'



















