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SP: Doria recua e diz que vai revisar protocolos da PM

Governo disse que ficou chocado com vídeos de policiais em Paraisópolis

Henrique Gimenes - 05/12/2019 16h48

Governador de São Paulo, João Doria Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Dizendo-se chocado com vídeo de agressões em bailes funk, governador João Doria (PSDB) recuou e afirmou nesta quinta-feira (5) que vai revisar os protocolos da Polícia Militar.

O governador também se disse chocado com um dos vídeos que mostra um policial agredindo jovens, em outubro, em Paraisópolis.

– Isso é incompatível com o respeito à corporação – disse.

Inicialmente, Doria havia afirmado que não mudaria o modo de agir da polícia.

– Como governador do estado de São Paulo, eu não aceito que no estado onde tendo sido eleito governador, esse tipo de procedimento exista. E não mais vai existir – afirmou Doria, nesta quinta-feira (5), durante entrevista coletiva.

E continuou.

– Ou pelo menos faremos tudo para que isso não aconteça. E revisar protocolos, revisar treinamentos e comandos para que nenhum policial militar aja dessa maneira – completou.

O tucano exemplificou com um caso de um policial que, com um pedaço de pau, atinge jovens.

– Eu mesmo fiquei muito chocado quando vi as imagens que não eram de Paraisópolis agora, num outro momento, de outubro, onde um policial militar agredia jovens que estavam saindo, não sei se de uma sala ou de uma área, desnecessariamente, gratuitamente – disse.

Doria recebeu manifestantes na noite de terça-feira (4).

O grupo permaneceu cerca de duas horas no palácio. Na reunião, segundo a nota do governo, entre outros, estavam integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Dimitri Sales, o secretário da Segurança Pública, general João Camilo Campos, e o líder comunitário de Paraisópolis, Gilson Rodrigues.

O grupo definiu que um novo encontro será realizado no Palácio dos Bandeirantes na próxima segunda-feira (9), com a presença do governador e de parentes das nove vítimas.

*Folhapress

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