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São Paulo discute se vai estender fase emergencial contra a Covid

Mais 15 dias de comércio fechado e se chegaria quase às vésperas do Dia das Mães, data de recorde de vendas

Pleno.News - 08/04/2021 13h05 | atualizado em 08/04/2021 13h29

Governador de São Paulo, João Doria Foto: Agência O Globo/Roberto Casimiro

Apesar de o centro de contingência da Covid-19, que inclui 20 especialistas, já ter como certa a recomendação para pelo menos mais uma semana de fase emergencial no estado de São Paulo, há chances de tudo mudar.

Alguns secretários e assessores próximos do governador João Doria (PSDB) estão preocupados com “um estado fechado” desde o dia 6 de março, quando foi decretada a fase vermelha (que evoluiu para a atual). Mais 15 dias de comércio fechado e se chegaria quase às vésperas do Dia das Mães, data de recorde de vendas.

A reunião do grupo deve começar somente na noite desta quinta-feira (8) e pode estender-se até a manhã seguinte, antes da coletiva de imprensa.

Para integrantes do centro de contingência, houve, sim, uma melhora nos números, mas a quantidade de casos de Covid, bem como de internações e de óbitos ainda é muito alta; fora a taxa de ocupação de leitos de UTI que está em 89%.

Há ainda a preocupação sobre a mensagem que a saída da fase emergencial pode passar à população. Por mais que não existam tantas mudanças práticas na fase vermelha, o recado pode ser entendido como “já podemos relaxar”.

Uma das poucas flexibilizações seria com relação à educação. Por ter sido decretada essencial no estado, as escolas podem ficar abertas em qualquer fase. Mas vários prefeitos pediram o fechamento delas no período emergencial. Este é o caso da capital. Se o estado for para a fase vermelha, um decreto do prefeito Bruno Covas (PSDB) libera as redes pública e particular de escolas a voltarem a receber 35% dos alunos no dia 12. No estado, são cerca de 5 milhões de estudantes das duas redes.

Mesmo com o rodízio e com o fato de que nem todos os pais liberam seus filhos para voltar às aulas presenciais, há um incremento na movimentação de pessoas. Isso sem contar os professores. Com o agravamento da pandemia nas últimas semanas, nem o secretário da Educação, Rossieli Soares, conhecido defensor das escolas abertas, tem sido enfático na tese de que é hora de sair da fase emergencial.

Portanto, não há muito como prever a próxima semana dos paulistas. A definição do governo, como já se tornou rotina na pandemia, será dada apenas horas antes do anúncio.

*Estadão

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