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Quase 1.700 detentos ‘ganharam’ saidinha e não voltaram a SP

Número foi 13,8% maior do que a quantidade de presos que não retornou no ano passado

Paulo Moura - 13/01/2021 11h03 | atualizado em 13/01/2021 12h16

Penitenciária de Registro, no estado de São Paulo Foto: Divulgação/SAP

As famosas “saidinhas” de Natal e de Ano Novo nos presídios de São Paulo mostraram-se uma verdadeira fuga em massa formalizada nesse ano. O fato foi comprovado pela quantidade de detentos que não voltaram para as cadeias paulistas, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) da gestão de João Doria (PSDB), dos 31.538 detentos aptos para deixarem temporariamente da cadeia, no fim do ano passado, 1.693 não voltaram. Na mesma data de 2019, foram 1.487; logo, houve uma alta de 13,8% em 2020. O retorno dos detentos deveria ter ocorrido até a última terça-feira (5).

O número de presos que não retornaram da única “saidinha” de 2020 ultrapassa a população carcerária da Penitenciária 2 José Aparecido Ribeiro, em Franco da Rocha. A mais recente atualização da SAP, na quarta-feira (6), apontava que a unidade da Grande São Paulo contava com 1.565 presos, para 1.018 vagas.

Presos condenados do regime semiaberto, com bom comportamento, podem ser beneficiados pela saída temporária, segundo a Lei de Execuções Penais. Eles podem ficar fora das grades na Páscoa, no Dia das Mães, no Dia dos Pais, no Dia das Crianças, no Natal e no Ano Novo, além de em “outras datas” não especificadas.

Os detentos que não retornam ao cárcere são considerados foragidos, segundo a SAP, e regridem automaticamente ao regime fechado para cumprir o restante de suas condenações, caso sejam recapturados.

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