Romeu Zema reage à promotora: “Estado laico não é Estado ateu”
Ex-governador demonstrou indignação com a atitude da representante do MP-RJ
Leiliane Lopes - 08/07/2026 19h05 | atualizado em 09/07/2026 12h16

Nesta quarta-feira (8), o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG) comentou a atuação da promotora de Justiça Elayne Rodrigues durante a abertura do Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado na última sexta-feira (3), em Duque de Caxias (RJ). O político criticou a reação da representante do Ministério Público à menção a Deus feita durante uma apresentação infantil.
Durante o evento, a promotora afirmou que havia sido “assolapada por uma oração evangélica”, declarou que a fé é “um direito privado que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público” e disse que se sentiria obrigada a deixar a cerimônia caso houvesse uma oração.
– O nome da apresentação era O Abraço de Deus, mas uma promotora do Ministério Público disse que era inconstitucional, que se alguém puxasse uma oração ela iria se retirar. O Estado laico não é Estado ateu! – declarou Zema, em um vídeo.
O ex-governador de Minas Gerais também citou um trecho de Provérbios 28:15,16 e afirmou que a passagem bíblica descreve, em sua avaliação, a postura adotada pela promotora durante o evento.
E continuou:
– Incrível como isso descreve exatamente o que a promotora fez no evento, o mesmo que os Intocáveis têm feito no Brasil. Interessante, porque eu não me lembro de ver o Ministério Público proibir de falar de aborto em caderneta de gestantes, permitir defesa de PCC e Comando Vermelho. E também não vi se manifestar sobre um contrato de R$ 129 milhões. Mas sobre Deus, “aí não dá; é demais” – declarou.
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