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RJ: Sem vacina contra Covid, carnaval pode ser inviável

Escolas irão votar para definir destino da folia

Rafael Ramos - 14/07/2020 11h27 | atualizado em 14/07/2020 11h28

Carnaval do Rio de Janeiro segue sendo uma incógnita Foto: Reprodução

Diferente da Bahia, que cogita suspender o Carnaval do ano que vem, a situação ainda é uma incógnita no Rio de Janeiro, que atrai um grande número de turistas nessa época do ano. A sete meses da data reservada, representantes das escolas de samba se reúnem, nesta terça-feira (14), na sede da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), para definir o destino da festa.

Diante da pandemia do novo coronavírus, algumas só cogitam pisar na Sapucaí se houver uma vacina contra a Covid-19. Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Beija-Flor e São Clemente já decidiram votar juntas pelo adiamento por tempo indeterminado.

– Sem vacina, é inviável realizar o carnaval em qualquer data, seja em fevereiro ou junho. Hoje, as decisões judiciais têm muita força. Há o risco de fazermos investimentos altos e, lá na frente, o contágio voltar a subir e a Justiça determinar a suspensão. O carnaval é um evento de aglomerações, da produção à realização na Sapucaí. Como seria? Componentes a dois metros de distância? Cantando com máscaras no rosto? – questiona o presidente da Vila Isabel, Fernando Fernandes, ao jornal Extra.

Uma das hipóteses que vem sendo avaliada é transferir a folia para o feriado da Páscoa, em abril, ou de Corpus Christi, em junho. Nos barracões, apenas a parte de planejamento dos desfiles, que inclui desenhos de fantasias e alegorias, projetos gráficos e construção das sinopses, está em andamento.

– Como ficaria a consciência de um dirigente caso acontecesse a morte de, por exemplo, 50 componentes que tenham desfilado na sua escola? É simples: se chegar a vacina, teremos samba. Como vamos lidar com a multidão sem imunização coletiva? O adiamento para 2022 será inevitável, porque não teremos tempo hábil para arrumar a casa – disse o presidente da Mangueira, Elias Riche.

O prefeito de Salvador (BA), ACM Neto (DEM), defende uma solução conjunta para todos estados e sugere um calendário nacional comum. Entretanto, a diferença do estágio da pandemia em cada parte do Brasil pode ser um entrava para essa opção.

– Cada cidade tem o seu tempo na pandemia. No Rio, hoje, por exemplo, há uma tendência de queda no número de casos, enquanto outras cidades ainda não chegaram ao pico da doença. Essa mesma discrepância pode acontecer no ano que vem, numa possível segunda onda de contaminação do novo coronavírus, caso não tenhamos uma vacina eficaz – resumiu o infectologista e professor da Universidade Iguaçu (Unig), Roberto Falci Garcia.

Em nota, a Riotur disse que suspendeu a divulgação dos preços dos ingressos na Sapucaí para o público estrangeiro. A empresa defende “uma análise incluindo o número de casos, a evolução no tratamento da doença, a prevenção e até uma vacina, para garantir a viabilidade do carnaval”.

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