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Policiais ficaram em negociação com sequestrador por 3h30 e depois o mataram

Camille Dornelles - 20/08/2019 10h01 | atualizado em 20/08/2019 10h57

Nesta terça-feira (20), após o desfecho do sequestro de um ônibus na Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, o governador do estado, Wilson Witzel, foi até o local. Ele desceu em um helicóptero e saiu comemorando o trabalho dos policiais militares envolvidos.

O governador abraçou os agentes de segurança que conseguiram negociar a soltura de reféns e também os atiradores de elite que mataram o sequestrador.

Witzel também foi até o ônibus e conversou com alguns reféns, inclusive o motorista do ônibus. Enquanto o governador conversava com os militares, os 37 passageiros que haviam se tornado reféns foram levados para a delegacia.

Pouco depois, voltou a agradecê-los pela imprensa. Ele também aproveitou para defender a liberação de abatimento de bandidos com fuzil dentro das comunidades.

– Algumas pessoas não entendem o trabalho da polícia, que tem que ser dessa forma. Se ele não fosse abatido, muitas vidas não seriam poupadas, e isso está acontecendo nas comunidades. Se a polícia puder abater quem estiver de fuzil, muitas vidas nas comunidades serão poupadas – defendeu.

O CASO
Um vigilante de 19 anos entrou no ônibus por volta das 5h30 desta terça, portando uma arma de brinquedo e um galão de gasolina. Ele se identificou como policial para poder entrar com uma arma e depois, em cima da ponte, mandou o motorista encostar e que ficasse atravessado na via.

– Temos um homem que se identificou como policial militar. Ele parou o ônibus da Galo Branco na Pon

te Rio-Niterói. Ele está ameaçando jogar gasolina no ônibus, colocando os passageiros em perigo. Estamos em negociação com ele para liberar mais reféns, não sabemos qual o real propósito dele – explicou Sheila Sena, porta-voz da PRF.

Um telefone celular foi passado de dentro do veículo para os agentes da PRF. Às 6h31, um homem jogou algo pegando fogo para fora.

Negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram às 6h53 ao local para ajudar no diálogo com o sequestrador do ônibus, segundo informações de Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar. Os dois sentidos da ponte ficaram fechados durante as negociações, o que causou grandes engarrafamentos nas vias próximas aos acessos da Rio-Niterói

Por volta de 9h, um atirador de elite que estava posicionado sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros disparou contra o suspeito, após o homem descer do ônibus. O Coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM, confirmou que o homem morreu com os disparos, e disse que nenhum dos passageiros ficou ferido.

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