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Reivindicações de presos seriam o motivo para ataques no RN

Secretário de Segurança disse que detentos exigiram itens como aparelhos de televisão e visitas íntimas

Paulo Moura - 15/03/2023 11h53 | atualizado em 15/03/2023 14h01

Ônibus incendiado em ataque no Rio Grande do Norte Foto: Reprodução/Redes Sociais

O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Francisco Araújo, afirmou, nesta quarta-feira (15), que os ataques registrados em diversas cidades potiguares, desde a madrugada desta terça (14), seriam motivados por exigências como aparelhos de televisão e visitas íntimas para detentos do sistema prisional do estado.

– Pelas reivindicações, eles querem televisão, querem sistema de iluminação, visita íntima, coisa que o sistema prisional não está atendendo porque está cumprindo a lei de execução penal – relatou Araújo.

Os ataques já atingiram inúmeros prédios públicos, comércios e veículos em mais de 20 cidades do Rio Grande do Norte. Duas pessoas ficaram feridas e outras duas morreram em confronto com a polícia.

De acordo com a pasta de Segurança, as ordens para a prática dos crimes teriam partido de dentro da Penitenciária de Alcaçuz, a maior unidade prisional do estado.

Um preso apontado como líder de uma facção criminosa que teria envolvimentos nos ataques foi transferido da penitenciária de Alcaçuz, nesta terça, para um presídio federal. O secretário destacou que outros detentos devem ser transferidos ainda nesta quarta.

– Nós temos investigações, tanto da Polícia Civil, como da Polícia Federal e Ministério Público, de possíveis pessoas que estavam presas com esse líder da organização criminosa que foi transferido ontem [terça (14)] à noite, de ter ordenado esses ataques. Ele estava preso em Alcaçuz, recebeu visitas e, pelas investigações, tem indícios de ele ter dado ordem para fazer esse tipo de ação – disse.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte informou que tanto o presídio de Alcaçuz como outras unidades prisionais do estado não contam com aparelhos de televisão, energia elétrica ou visitas íntimas. As mudanças teriam acontecido após um massacre que resultou na morte de 27 presos em janeiro de 2017.

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