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Rede de pedofilia se aproveita de fotos postadas por pais na web

Polícia prendeu mais de 50 suspeitos, em São Paulo

Ana Luiza Menezes - 30/11/2020 23h12

Polícia prendeu mais de 50 suspeitos e apreendeu computadores Foto: Reprodução/TV Globo

Uma reportagem do Fantástico, no domingo (29), mostrou um alerta sobre uma rede de pedófilos que se aproveita de fotos e vídeos que pais de crianças publicam em redes sociais. Na semana passada, a policiais prenderam, em São Paulo, mais de 50 suspeitos de pedofilia que interagiam com fotos e comentários na internet.

Em São Paulo, os suspeitos estavam usando usando uma plataforma da Rússia para compartilhar pornografia infantil. Os investigadores conseguiram impedir um esquema de venda de uma criança.

Na operação, a polícia apreendeu 311 computadores. Com um homem, os agentes encontraram mais de 200 mil arquivos de pornografia infantil.

– Nós investigamos mais de 20 comunidades na internet, investigamos mais de mil apelidos e mais de 10 mil contas de email. Dentro das comunidades, um cidadão de São José do Rio Preto exercia um papel de liderança – disse Silas José dos Santos, delegado seccional de São José do Rio Preto (SP).

O cidadão citado pelo delegado é Luis Fernando Guerreiro, que trabalha com conserto de eletrodomésticos e vivia uma vida discreta, saindo de casa apenas para trabalhar. Na internet, ele incentivava o compartilhamento de imagens (fotos e vídeos) de pedofilia.

Guerreiro conseguiu lucrar com a prática criminosa. Ele fornecia materiais e montou sites nos quais cobrava pelo acesso de fotos e vídeos. Com uma promessa de anonimato, o homem cobrava 24,95 dólares (R$ 130) por mês pelo acesso aos conteúdos.

Os participantes das comunidades investigadas se conheciam pela internet porque publicavam comentários em fotos de crianças adolescentes em cenas comuns, conforme explicou o delegado.

– Depois que eles identificam a pessoa que gosta desse conteúdo, eles direcionam para a deep web – explicou o delegado Silas José dos Santos.

Na mesma operação, a polícia prendeu um homem que pretendia vender a própria sobrinha. Um comentário dele em uma troca de mensagem, falando que pretendia abusar da criança, fez com que os investigadores antecipassem a prisão. A identidade dele não foi divulgada a fim de preservar a criança. A família ficou surpresa e jamais imaginava que ele seria capaz de tal ato. Segundo os agentes, ele planejava viajar com a garota a fim de entregá-la para russos envolvidos em uma rede de pedofilia.

Segundo o Ministério da Justiça, 757 pessoas foram presas por pedofilia, no Brasil, nos últimos 3 anos. A maioria dessas pessoas era do estado de São Paulo.

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