Quem era o delegado morto após apenas dois meses na função
Josenildo Belarmino de Moura Júnior tinha concluído o curso de formação de delegado em novembro
Paulo Moura - 15/01/2025 14h14 | atualizado em 15/01/2025 15h45

Morto a tiros na manhã desta terça-feira (14) em São Paulo, o delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, de 32 anos, estava na função havia apenas dois meses e tinha sido nomeado para a corporação há menos de oito meses. Moura Júnior tinha se formado em novembro na Academia de Polícia (Acadepol), após passar pelo curso necessário para exercer o cargo de delegado.
O policial foi assassinado enquanto passava
pela rua Amaro Guerra, na Chácara Santo Antônio, Zona Sul da capital paulista. Em um vídeo de câmeras de segurança do local, o jovem delegado, que estava de folga, foi visto sendo abordado por um criminoso em uma moto.
Na sequência, o bandido desceu do veículo, apontou a arma para Moura Júnior, revistou o delegado e viu que ele estava armado. Por fim, o criminoso atirou contra o policial, que caiu ao lado de um carro, enquanto o atirador fugiu de moto. O delegado chegou a receber massagem cardíaca e foi levado ao Hospital do Campo Limpo, mas não resistiu.
A morte do policial causou grande repercussão e foi comentada até mesmo pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que prometeu que o crime não ficará impune.
– Meus mais profundos sentimentos aos familiares e amigos do delegado Josenildo Belarmino de Moura Junior, que estava havia apenas sete meses na Polícia Civil e foi covardemente morto com um tiro pelas costas durante um assalto. Um crime bárbaro e que não ficará impune! As forças policiais estão empenhadas à procura e captura do criminoso – escreveu Tarcísio no X.
Natural de Chã Grande, em Pernambuco, Josenildo tinha sido nomeado para a Polícia Civil de São Paulo em maio do ano passado e concluiu o curso de formação de delegado em novembro. Apesar de já fazer parte dos quadros da polícia paulista, ele também estava na lista de aprovados da Polícia Civil de seu estado natal, para onde, segundo conhecidos, se preparava para voltar.
Conhecido como Júnior Belarmino pelos amigos, o policial era admirado pelas pessoas que tinham contato próximo. À CNN, uma colega de faculdade, que não quis se identificar, ressaltou que o delegado era “um profissional ético” e “exemplar”.
– Só quem acompanhou os anos de estudos sabe o que ele teve que abdicar e ser muito resiliente em cada reprovação – disse.
O curso preparatório Dedicação Delta, do qual o delegado foi aluno, também homenageou Belarmino. Pelas redes sociais, a instituição o descreveu como “extremamente dedicado” e “sempre cortês com a equipe”. Nos comentários, colegas de estudos do policial lamentaram a perda.
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