Quem é a stalker que usou 2 mil números para contatar médico
Kawara Welch tem 23 anos de idade e ganhou seguidores em uma rede social após a repercussão do caso
Pleno.News - 22/05/2024 17h11 | atualizado em 22/05/2024 17h24

Kawara Welch Ramos de Medeiros, stalker de um médico que foi presa em Uberlândia (MG), se apresentava nas redes sociais como artista plástica e modelo. Ela passou cinco anos perseguindo um médico e a família dele em Ituiutaba (MG).
A jovem de 23 anos cursava Nutrição em uma universidade de Uberlândia. Sua primeira publicação no Instagram foi feita em abril de 2015.
Ela publicava selfies, fotografias feitas em ensaios, momentos em família e amigos, além de seus quadros. A maioria dos quadros retratava paisagens e flores. Alguns deles, tinham ilustrações de corações humanos.

Após a repercussão do caso, Kawara ganhou seguidores no Instagram. As informações são do UOL.
ENTENDA
Kawara estava foragida desde março do ano passado e foi presa no último dia 8. Ela também foi acusada de furto, ameaça e extorsão.
A suspeita era paciente do médico e, em 2019, teria começado a persegui-lo, alegando estar apaixonada por ele, segundo a denúncia. A jovem foi excluída da lista de pacientes pelo médico, mas as perseguições não cessaram. Como ele resistiu ao assédio, ela passou a fazer ameaças e começou a ligar para familiares do profissional.
O médico e sua mulher registraram 42 boletins de ocorrência por perturbação do sossego, lesão corporal, ameaça e extorsão.
A defesa de Kawara disse que o médico e sua cliente tiveram um relacionamento e que ela apenas buscava manter a relação. A defesa negou os crimes imputados à mulher. Já o advogado do médico disse que jamais houve relacionamento entre eles e, ainda que houvesse, não justificaria a conduta da acusada.
Investigadores da Polícia Civil concluíram que a stalker chegou a usar mais de 2 mil números de celulares diferentes a fim de contatar o médico. Segundo a apuração, os números eram de alunos da rede municipal de Ituiutaba e faziam parte de um programa da prefeitura para disponibilizar tablets e conexão com internet aos estudantes.
– Os números utilizados pela mulher [Kawara Welch, de 23 anos] para disparar essas mensagens faziam parte desse programa municipal dos tablets que foram disponibilizados pela prefeitura. Então entendemos que, ou ela tinha uma ajuda de um hacker ou ela tinha especialização para isso sozinha – ponderou o delegado Rafael Faria, em entrevista à TV Globo.
Os tablets e chips foram distribuídos para os alunos durante a pandemia de Covid-19, a fim de possibilitar o acesso às aulas remotas. Para a prefeitura de Ituiutaba, Kawara usou um software para clonar números de telefone.
Os advogados da mulher negaram as acusações e disseram que sua cliente não possui conhecimento tecnológico suficiente para realizar as clonagens.
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