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Psiquiatra: Lázaro estupra pelo prazer de causar pânico

Para a especialista Conceição Krause, o criminoso subjuga homens e mulheres para sentir-se importante

Thamirys Andrade - 19/06/2021 13h14 | atualizado em 19/06/2021 17h50

Lazaro Barbosa está sendo caçado por centenas de policiais há 11 dias Foto: Reprodução

A psiquiatra forense Conceição Krause traçou o perfil de personalidade de Lázaro Barbosa, de 32 anos, conhecido como o “serial killer do Distrito Federal”. Em entrevista ao portal Metrópoles, a especialista classificou o criminoso como homem com sinais de psicopatia que o impedem de sentir amor ou qualquer tipo de empatia pela vida humana.

De acordo com Krause, que também é professora da Escola Superior da Polícia Civil (ESPC) do DF, Lázaro objetifica as suas vítimas e sente prazer no pânico causado a elas.

– Ele é desprovido de qualquer ética moral. Fica claro que Lázaro trata a vida humana como simples objeto utilitário. Usa a vítima para alcançar um objetivo determinado ou satisfazer um desejo. Depois descarta, muitas vezes, de forma fatal. Estupra e mata para se alimentar do pânico que isso provoca na vítima. Uma grande marca dele com certeza é usar, principalmente, mulheres como objetos para se satisfazer – declarou Krause.

A professora acredita que o suspeito não sabe lidar com situações de humilhação, perda ou frustração.

– Qualquer situação como essa o deixa extremamente agressivo e irritado. Ele não suporta se sentir dessa forma e age, o mais rapidamente possível, para se livrar dessa sensação, quase sempre com agressividade.

O criminoso compensaria, então, esse sentimento, subjugando homens e mulheres para sentir-se forte e relevante.

– Lázaro tem a necessidade de deixar os homens nus, amarrados e subjugados. Naquele ambiente, quem manda é ele. Obrigar mulheres a cozinharem para ele tem um significado. É uma forma de se sentir, supostamente, importante.

Para Krause, Lázaro idealiza situações sociais em seu imaginário para se sentir como quem ele de fato desejava ser. Por ao menos duas vezes, ele obrigou seus reféns a fumarem maconha junto dele.

– Naquele momento, é como se pudesse desfrutar da presença de pessoas que estão reunidas, compartilhando o prazer de fumar. É uma cena que Lázaro, provavelmente, idealiza em seu imaginário. É o instante em que ele reproduz quem gostaria de ser – assinala a psiquiatra.

Na avaliação de Krause, Lázaro pode ter vivido situações de traumas psicológicos ou mesmo físicos que contribuíram para seu desvio moral.

– Em casos de criminosos com conduta semelhante à de Lázaro, figura a coincidência de terem vivido uma infância com abusos, nem sempre sexuais, mas psicológicos. Sinais de agressividade no seio familiar, espancamentos, sempre com a ausência da presença positiva dos pais.

CAÇADA A LÁZARO
Lázaro Barbosa tem sido caçado por centenas de policiais há 11 dias por regiões rurais de Goiás. Ele é suspeito de ter matado ao menos sete pessoas desde 2007. Além disso, no início de junho deste ano, ele teria assassinado quatro pessoas de uma mesma família e um caseiro em Ceilândia, antes de escapar para Goiás.

Durante sua fuga, Lázaro vem cometendo uma série de crimes, invadindo casas, fazendo reféns, roubando automóveis e incendiando propriedades.

Ele foi avistado pela última vez em gruta de Águas Lindas de Goiás. A polícia concentra suas buscas na região na manhã deste sábado (19), em um perímetro de 8km. A expectativa das autoridades é que ele seja preso ainda hoje e levado até até a Escola Municipal Alto da Boa Vista, onde foi montada uma base de operação.

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