Projeto que cobrou ajuda de Felipe Neto é atacado e acaba
Idealizador da ação Leitura no Vagão foi alvo de xingamentos
Mayara Macedo - 12/09/2019 09h57 | atualizado em 12/09/2019 11h42

O projeto Leitura no Vagão, que distribui livros em transportes públicos do Rio de Janeiro, encerrou as atividades. O idealizador da iniciativa, Fernando Tremonti, informou que o fim da ação se deu após inúmeras ameaças e xingamentos que recebeu por pedir apoio ao youtuber Felipe Neto.
Tremonti usou a página do projeto para questionar o youtuber. Ele explicou ainda que o pedido de auxílio não é que agora, mas nunca foi atendido. O comentário foi feito em uma postagem de Neto divulgando que comprou 14 mil livros LGBTs para distribuir na Bienal do Livro. A atitude de Felipe foi uma afronta à ordem do prefeito Marcelo Crivella, que determinou que HQs com a temática fossem recolhidas por serem impróprias.
– Na semana passada, durante a Bienal do Livro, postei um tuíte em resposta sobre uma ação. Nunca recebi tantos xingamentos via DM (mensagem direta) por pessoas que seguiam ou não o perfil – diz a página oficial do Leitura no Vagão.
A assessoria de Felipe Neto informou que só ficou sabendo do projeto depois que o caso repercutiu na imprensa. Segundo eles, “a equipe recebe literalmente centenas de projetos mensalmente e é impossível dar conta de atender a todos, mas damos o nosso melhor”.
Tremonti finalizou sua postagem dizendo que o fim do projeto doía nele e pediu desculpas a todos.
– Aguentei algumas coisas, como: furto de 2.000 livros próximo a uma ação especial. Furto de sacolas em ações de rua. Pessoas assediando as voluntárias em ações de rua… Escolho não passar mais por isso – finalizou.
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