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Profissionais dizem que Bruno Krupp foi agressivo no hospital

Funcionários relatam que modelo mostrou-se "rude", "arrogante" e exigia "exclusividade" no tratamento

Thamirys Andrade - 18/08/2022 14h38 | atualizado em 18/08/2022 15h06

Bruno Krupp Foto: Reprodução

Profissionais da saúde que atenderam Bruno Krupp no Hospital Marcos Moraes relataram agressividade, grosserias e comportamentos peculiares por parte do modelo. Segundo os depoimentos, o paciente exigia tratamento especial e chegou a pedir a uma enfermeira que o ajudasse a urinar “balançando” seu órgão sexual.

As declarações ocorreram em inquérito que investiga o médico assistente Bruno Nogueira Teixeira, contratado pela família de Krupp. Teixeira foi indiciado por supostamente fraudar o estado de saúde do paciente para impedir sua transferência para o sistema prisional. Embora o tema do inquérito não tivesse diretamente a ver com o comportamento de Krupp, trechos das falas da equipe de saúde sobre o assunto chamam atenção.

– Que Bruno Krupp, em todo momento, se mostrou rude e arrogante, dando ordens para os profissionais e exigindo exclusividade no tratamento. Que em todo momento Bruno foi atendido por dois profissionais, que se auxiliavam e se resguardavam, caso Bruno fizesse algum tipo de reclamação, visto que o comportamento do paciente era de muita agressividade – diz o documento, segundo informações do portal G1.

De acordo com o texto, uma das atitudes do modelo que causou estranheza ocorreu quando ele pediu ajuda de uma enfermeira para urinar.

– No dia 04/08/2022, por volta de 9h, o paciente apresentava bom estado geral e permanecia na enfermaria do hospital, sendo administrado remédios para dor, curativos e soro, quando em determinado momento a técnica foi até o posto de enfermagem e comunicou que, ao orientar o paciente que o mesmo deveria anotar sua diurese, recebeu a seguinte resposta “que somente conseguia urinar, balançando” – prossegue o texto.

O relatório ainda ressalta que nos dias anteriores o modelo havia urinado normalmente.

– Que o paciente estava urinando em “patinho” (instrumento para acamados urinarem) todos os outros dias, mas no dia em referência, disse que não conseguia, pois estava de mãos atadas. Que o paciente já veio transferido com as mãos enfaixadas, logo não ocorreu fato novo que justificasse a necessidade de “balanço”. Que no dia 04/08/2022 o declarante estava de plantão e registrou diurese de 800 ml em 12 horas, o que é parâmetro normal, sem indicação de complicação – acrescenta o inquérito.

Os depoimentos ainda dão conta de que Bruno Krupp se encontrava estável, não havendo necessidade de sua transferência para a UTI, contrariando as alegações de Teixeira.

– Que no início da tarde a declarante foi até o leito e se apresentou conversando com o paciente que se encontrava acompanhado de dois policiais. Que o paciente estava acordado, lúcido, cooperativo, respirando em ar ambiente, pressão arterial estável, sem uso de aminas. Que o paciente não apresentava sinais de desidratação, com diurese espontânea, sem cateter vesical de demora, estável hemodinamicamente, sem sinais de congestão pulmonar, somente apresentando escoriações e edemas associados ao trauma. Que o paciente não apresentava sinais de retenção urinária (sem bexigoma). Que a declarante ao analisar o débito urinário das últimas 24 horas e do dia 05/08/2022, até o momento que estava no hospital, o paciente apresentava débito urinário satisfatório – diz o texto.

Teixeira foi indiciado, suspeito de cometer fraude processual. Previsto no artigo 347 do Código Penal, o crime acontece quando há a modificação intencional de dados para levar um juiz ou um perito ao erro. A infração tem pena de três meses a dois anos de prisão e também multa.

Bruno Krupp teve prisão decretada por atropelar o adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, que não resistiu aos ferimentos. O modelo já era investigado também por estupro e estelionato.

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