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Professor que constrangeu aluno não tem diploma de Harvard

Pivô da discussão entre professor e estudante foi uma palestra da líder indígena Sonia Guajajara

Monique Mello - 06/04/2022 18h27 | atualizado em 07/04/2022 13h43

Sonia Guajajara é ativista e pré-candidata a deputada federal pelo PSOL Foto: EPA/WILL OLIVER

O professor da escola Avenues, em São Paulo, que constrangeu um aluno se autointitulando um especialista de Havard, na verdade não possui diploma da renomada universidade dos Estados Unidos.

O professor Messias Basques incluiu em seu currículo na plataforma Lattes que possui especialização em “Estudos afro-latino-americanos” pela Universidade Harvard. No entanto, de acordo com reportagem da Gazeta do Povo, o docente realizou apenas um curso online pelo Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americana (Alari), no valor de 250 dólares.

Conforme informação da própria universidade, o curso “não é creditado e não leva o diploma da Universidade Harvard”. O curso em questão faz parte de uma iniciativa financiada pela Open Society Foundation, entidade pertencente ao bilionário George Soros, que é mantenedor de muitos grupos ativistas da esquerda progressista.

Messias Basques é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O CASO
Um áudio que mostra a discussão entre um professor e um aluno em uma escola de elite de São Paulo repercutiu nas redes sociais. Durante uma palestra da indígena Sonia Guajajara, na Escola Avenues, um estudante se opôs às críticas feitas pela indígena ao agronegócio brasileiro e ao governo federal.

– Eu acho que você se equivocou porque democracia é um modelo de governo, você tirar o que é de alguém não é modelo de governo, me desculpa te falar isso, isso é roubo de propriedade privada e acho que futuramente, talvez, se você concordar você poderia melhorar isso na próxima – rebateu o aluno.

O professor Messias Basques, por sua vez, deu a famosa “carteirada” para argumentar com o jovem.

– Então, a minha recomendação é a seguinte: me respeite, porque sou doutor em Antropologia. Não tenho opinião, sou especialista por Harvard. Eu não tenho opinião, isso é ciência. No dia em que você quiser discutir com a gente, traga seu diploma e sua opinião, fundamentada em ciência. Aí você discute com um especialista em Harvard, com doutor em Antropologia no Museu Nacional e uma mulher que é premiada no Brasil e no mundo não porque tem opinião, é porque tem gabarito, meritocracia que acho que você tanto defende – afirmou o professor, sendo aplaudido.

A Avenues, uma escola de alto padrão cuja mensalidade é a partir de R$ 10 mil, já se pronunciou minimizando a atitude do professor.

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