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Preso, filho de Flordelis nega ter matado Anderson do Carmo

"Estou sendo uma vítima disso tudo", declarou Flávio dos Santos

Rafael Ramos - 29/09/2020 15h56 | atualizado em 29/09/2020 17h14

Flávio dos Santos voltou atrás em depoimento Foto: Samuel Santos

Preso desde o dia 20 de junho de 2019 por ser o responsável pela morte do pastor Anderson do Carmo, o filho da deputada Flordelis, Flávio dos Santos Rodrigues, mudou sua versão do crime durante interrogatório realizado na manhã desta terça-feira (29). Flávio, que foi transferido para o presídio Bangu I, no início deste mês, negou que tenha executado Anderson e que tenha comprado a arma do crime.

– Eu não matei o Anderson. Não comprei a arma. Não participei de crime nenhum. Estou sendo uma vítima disso tudo. Estava no local errado, na hora errada.

O jovem alegou que foi torturado pela polícia quando estava ainda na Delegacia de Homicídios. Ele confessou que ficou mais de 24 horas sem beber água e chegou a ser sufocado com um saco na cabeça.

– Todo mundo tem conhecimento de como a Polícia Civil do Rio procede. Eu, dentro da DH, fui torturado de todos os tipos de tortura que a senhora pode imaginar. Entravam na minha cela… Tortura psicológica, física. Dormi de cueca, em um chão frio, molhado, sem ter colchonete.

Apesar da declaração, a juíza da 3ª Vara Criminal de Niterói, Nearis dos Santos Carvalho Arce, que conduziu a audiência, questionou o porquê da defesa de Flávio não ter denunciado as torturas. A magistrada também frisou que não havia marcas de agressão no corpo do rapaz, que decidiu não responder mais perguntas.

– Eu não matei. Não participei disso. Não sei quem foi. Não planejei nada. Tinha um bom relacionamento com senhor Anderson. Prefiro não responder mais nada. Só no meu júri.

A juíza Nearis abriu prazo para que as partes apresentem as alegações finais. Em seguida, ela decidirá se Flávio vai ou não a júri popular. Diferente dele, o irmão Lucas Cezar dos Santos irá a júri popular após decisão dada no dia 10 de novembro do ano passado.

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