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Porta-voz da PM é exonerada por denunciar fake do jornal O Globo

Vídeo trazia críticas a uma reportagem que ela chamou de "mentirosa" e "covarde"

Gabriela Doria - 09/12/2020 18h55 | atualizado em 09/12/2020 20h11

Porta-voz da Polícia Militar foi afastada após vídeo denunciando fake news da Globo Foto: Reprodução

A tenente-coronel Gabryela Dantas foi exonerada do cargo de porta-voz da Polícia Militar após divulgar um vídeo em que chama uma reportagem produzida pelo jornalista Rafael Soares, dos jornais Extra e O Globo, de “matéria mentirosa”. A reportagem em questão denunciava um suposto aumento do consumo de munição no batalhão dos PMs investigados pelos homicídios de duas primas, de 4 e 7 anos, em Duque de Caxias.

A decisão foi tomada pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e deve ser publicada ainda nesta quarta. Vale destacar que a tenente-coronel continua como oficial da PM e foi retirada apenas da função de porta-voz da corporação.

– Confio no trabalho dos policiais que têm a nobre missão de servir e proteger. Todos os dias somos questionados e muitas vezes vítimas de acusações. Ainda assim, defendo o diálogo com a imprensa. O debate de ideias é importante, mas é preciso preservar e respeitar ambos os lados – disse Castro nas redes sociais.

O governador decidiu pela exoneração após entrar em contato com o comando do batalhão citado na reportagem de Soares. Castro foi informado de que a policial decidiu gravar e publicar por conta própria o vídeo, que foi divulgado na página oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Na gravação, a tenente-coronel afirmou que a matéria publicada era “maldosa” e se tratava de uma “ilação totalmente irresponsável”, “mentirosa”, além de “covarde e inescrupulosa”.

A porta-voz da PM ainda afirmou que a reportagem teve como intenção jogar a população contra a corporação ao tentar relacionar o possível aumento do uso de munições ao caso envolvendo as mortes das primas Emily e Rebecca na última sexta-feira (4).

– Ele [o repórter] traça uma relação sem qualquer fundamento de um possível aumento do consumo de munições, o que é uma mentira, com a trágica morte de duas meninas, se aproveitando de uma comoção nacional para colocar a população contra a Polícia Militar – ressalta Dantas.

Por fim, a ex-chefe de Comunicação da PM destacou que o repórter entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar ao fim do expediente e foi “prontamente atendido” e esclarecido sobre as informações acerca do tema, porém, a reportagem foi publicada da mesma forma.

– O jornalista foi tecnicamente explicado que a informação que ele tinha não correspondia com a realidade – finalizou.

EXONERAÇÃO CAUSA INDIGNAÇÃO NAS REDES
O afastamento da função de porta-voz gerou revolta nas redes sociais. Políticos conhecidos por serem também das forças de segurança, como a deputada federal Major Fabiana e o deputado federal PM Daniel Silveira criticaram a decisão do governador.

– Inaceitável a exoneração da porta voz da PM. Acabo de falar com o governador pelo telefone e o mesmo deixou bem claro que não existe possibilidade de retornar com a decisão. Entre a honra da PM e a amizade com a Rede Globo, deixou claro de que lado está. Começou dizendo a que veio – escreveu Fabiana.

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