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Porta-retratos podem ter sido trocados após a morte de Henry

Perícia suspeita que cenário pode ter sido montado a fim de sugerir que a família vivia em harmonia

Thamirys Andrade - 07/04/2021 11h38 | atualizado em 07/04/2021 12h41

caso henry porta-retratos
Polícia encontrou porta-retratos desmontados no quarto da empregada Foto: Reprodução

A perícia que investiga as circunstâncias da morte do menino Henry suspeita que os porta-retratos da casa foram trocados por fotos com a criança após a morte dela. De acordo as investigações, o cenário pode ter sido montado a fim de sugerir que a família vivia em harmonia.

A suspeita surgiu após agentes da Polícia Civil do Rio acharem três portas retratos desmontados no chão do quarto da empregada. As fotos eram da professora Monique Medeiros da Costa e Silva e de seu namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade). Elas se encontravam em uma sacola junto aos produtos de limpeza da lavanderia.

Já o quarto do casal estava decorado com três fotos de Monique e Jairinho ao lado de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morto na madrugada de 8 de março.

A realização da perícia no apartamento do condomínio Majestic, Cidade Jardim, na Zona Oeste do Rio, deve durar até 30 dias, quando finaliza o prazo da interdição judicial no imóvel.

Vale lembrar que, em seu depoimento na delegacia dias após a morte de Henry, a empregada doméstica da família admitiu ter limpado e organizado o apartamento antes da chegada dos policiais.

CASO HENRY
Henry Borel Medeiros faleceu no último dia 8 de março, em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ele estava com a mãe, Monique Medeiros, e com o padrasto, Dr. Jairinho, e foi levado à unidade da saúde após eles relatarem que o menino teve “dificuldades para respirar”.

O falecimento de Henry, porém, é envolvido por circunstâncias misteriosas, e o casal se tornou o principal suspeito pela morte do menino. O laudo de exame de necrópsia aponta que a causa do óbito foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Até o momento, já foram ouvidas 17 testemunhas no inquérito que apura o caso, entre familiares, vizinhos e funcionários do casal.

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