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Policial militar é morto ao tentar evitar assalto em cidade do RJ

Cabo Derinaldo Cardoso chegou a ser levado para hospital, mas não resistiu aos ferimentos

Paulo Moura - 05/12/2020 13h04 | atualizado em 07/12/2020 18h39

Cabo Derinaldo Cardoso foi morto durante assalto em Mesquita Foto: Reprodução

O policial militar Derinaldo Cardoso dos Santos, de 34 anos, foi morto ao tentar impedir um assalto a uma loja no centro de Mesquita, cidade da Baixada Fluminense. Derinaldo, que era cabo da PM, foi atingido por um tiro na cabeça disparado por um criminoso durante a ocorrência.

O caso aconteceu no início da tarde de sexta-feira (4) e a morte foi confirmada na noite do mesmo dia. Cardoso, que trabalhava no 20º Batalhão da Polícia Militar, chegou a ser levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) em estado gravíssimo e passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu.

O policial militar completaria dez anos na corporação no próximo mês e deixa esposa e dois filhos. Outra pessoa que estava na loja chegou a ser baleada na coxa, mas foi medicada e recebeu alta. De acordo com a PM, os bandidos fugiram e chegaram a roubar um veículo da prefeitura da cidade, levando os ocupantes reféns.

O veículo e os reféns foram abandonados pelos criminosos na Avenida Brasil, na altura de Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um homem foi preso nos arredores da loja e levado para a 54º Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, outra cidade da Baixada Fluminense.

Na noite de sexta, policiais militares receberam a denúncia de que a arma usada no crime estava escondida em uma localidade em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. No endereço indicado, os agentes encontraram um revólver calibre 38 com numeração raspada e cinco munições.

POLICIAL JÁ HAVIA FEITO UM VÍDEO LAMENTANDO A MORTE DE UM COLEGA
No último dia 13 de outubro, o cabo Cardoso chegou a publicar um vídeo de desabafo pela morte de um colega de farda, o sargento Cirio Damasceno Santos, que faleceu após ser baleado em uma perseguição a um veículo na Avenida Brasil no dia anterior.

 

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Na ocasião, policiais do 14º BPM (Bangu) perseguiam um veículo suspeito na pista sentido Centro, na altura da comunidade do Muquiço, em Guadalupe, quando foram atingidos por tiros. O sargento Cirio, de 51 anos, foi baleado na cabeça. No ataque, a viatura acabou capotando e o PM foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu.

No vídeo, Cardoso lamentou a morte do colega de farda e relatou que, em diversas ocasiões, os policiais são injustiçados. O policial também chegou a dizer que, apesar das críticas, a missão dos agentes era de proteger a sociedade e que a dor e o sentimento de perda era grande pela morte do colega.

– Muitas pessoas vem me dizer que foi a profissão que nós escolhemos, que quando nós escolhemos ser policiais, sabemos de todos os riscos, e quando nós entramos na Polícia Militar, nós juramos sacrificar nossas vidas em defesa da sociedade, de cidadãos que nem nos conhecem e muitas das vezes nos criticam – desabafou.

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