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Policial civil é morto após arma falhar e sindicato critica governo de SP

Sindpesp aponta sucateamento da Polícia e diz que morte pode ter sido causada por má administração do estado

Thamirys Andrade - 23/07/2021 18h04 | atualizado em 23/07/2021 18h17

Policiais investigavam a denúncia do desaparecimento de uma mulher em Cotia (SP) [Imagem Ilustrativa] Foto: Pixabay
Um policial civil morreu após sua arma falhar durante troca de tiros com um suspeito de feminicídio na Grande São Paulo, na última segunda-feira (19). O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) diz que o caso pode ter sido resultado de má administração pública no estado. As informações são do portal R7.

O policial Alessandro Roberto de Medeiros, de 42 anos, e dois colegas investigavam a denúncia do desaparecimento de uma mulher, que não era vista há três dias, mas cujo carro se encontrava estacionado na frente da casa do namorado. A equipe foi até o imóvel, em um condomínio de alto padrão na região da Granja Viana, e encontraram o suspeito Ricardo Trindade armado, e o corpo de Patrícia Cristina de Lima Farfan Olivares, de 41 anos, morto com três tiros nas costas.

Ricardo não obedeceu a ordem para se entregar e tentou fugir pulando o muro. Houve confronto armado e dois policiais foram atingidos. Tanto Ricardo quanto Alessandro, cuja a arma falhou durante a operação, não resistiram e morreram o local. O outro agente ferido, Vagner de Lima, de 45 anos, está internado no Hospital Regional de Cotia, mas não corre riscos de morrer.

O Sindpesp emitiu uma nota afirmando que denuncia há anos “sucateamento da Polícia Civil de São Paulo e cobra, reiteradamente, a aquisição de novos equipamentos, incluindo armamento, para a instituição”. A entidade relata que a quebra de viaturas em meio a operações de buscas e falhas no armamento são recorrentes.

– Lamentavelmente, desta vez o descaso da administração com a Polícia Civil pode ter resultado na morte de um policial. Em setembro do ano passado, chegou-se ao limite da administração ofertar revólveres usados, modelo de mais de 30 anos, aos novos policiais saídos da Academia da Polícia Civil, situação que foi amplamente denunciada pelo Sindpesp – diz a nota.

Em resposta, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou investir “continuamente na modernização de armas e equipamentos para as forças de segurança paulista, a fim de garantir aos policiais melhores condições no combate à criminalidade e ampliar a percepção de segurança da população de São Paulo”.

De acordo com o órgão, o governo atual forneceu à Polícia Civil 4.500 armas, que incluem pistolas semiautomáticas calibre .40, da empresa austríaca Glock, e carabinas calibre 5,6,mm. A entidade afirma que prepara a compra de mais 10 mil pistolas 9mm.

O caso é investigado pelo inquérito policial instaurado pelo 2º DP de Cotia. As armas usadas na operação foram apreendidas e passam por perícia.

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