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Policial Militar que matou jovem por engano é preso em São Paulo

O marceneiro Guilherme Dias foi confundido com um assaltante

Pleno.News - 17/08/2025 11h31 | atualizado em 18/08/2025 13h32

Guilherme Dias foi morto por engano Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Justiça de São Paulo determinou, na última sexta-feira (15) a prisão preventiva (sem prazo determinado) do policial militar Fabio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos, acusado de matar o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, após confundi-lo com um assaltante. O caso no dia 4 de julho em Parelheiros, distrito da Zona Sul da capital.

O policial militar Fabio de Almeida estava de folga, quando sofreu uma tentativa de assalto por dois criminosos, que queriam roubar a sua moto. Almeida reagiu e disparou contra a dupla, que fugiu a pé.

Minutos depois, o policial militar teria visto Guilherme correndo pela calçada e acreditou que fosse um dos assaltantes. O policial atirou três vezes contra a vítima e um dos disparos atingiu a cabeça do marceneiro, que morreu por traumatismo cranioencefálico. Guilherme tinha saído do trabalho e corria para pegar o ônibus.

Outro tiro efetuado pelo militar acabou, por acidente, acertando o braço esquerdo de uma mulher, que estava em um ponto de ônibus. Ela sobreviveu.

– Os fatos relatados indicam, portanto, seu alto grau de periculosidade evidenciado no modus operandi do ato criminoso, a impor a sua segregação cautelar – afirmou a juíza Paula Marie Konno, que assina a sentença.

A magistrada acolheu a denúncia do Ministério Público, que vê o caso como um crime hediondo – por uso de arma de fogo contra uma pessoa inocente e impossibilidade de defesa da vítima, que estava de costas no momento dos disparos.

Paula ainda afirma que os laudos periciais, o laudo necroscópico da vítima, documentos médicos hospitalares dos atendimentos referentes à mulher que também foi atingida e depoimentos das testemunhas provam a materialidade do crime.

– Neste sentido: a gravidade concreta do crime e a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva – acrescentou Konno.

Conforme o site UOL, o policial militar foi preso na madrugada deste sábado (16) e levado para o Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

*AE

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