Leia também:
X Gilmar manda Saúde garantir direitos LGBTs em atendimento

Polícia investiga rede criminosa para qual Lázaro trabalhava

Caso ainda não foi encerrado

Pierre Borges - 29/06/2021 15h09 | atualizado em 15/10/2021 13h19

lázaro barbosa
Lázaro Barbosa Foto: Divulgação/PC-GO e reprodução/Record TV

Embora o serial killer Lázaro Barbosa tenha sido morto na segunda-feira (28) após confronto com a polícia, ainda há várias questões que precisam ser investigadas e reveladas pela polícia. Há uma suspeita de que o assassino trabalhava em conjunto com uma rede criminosa.

Lázaro morreu com pelo menos 38 tiros após reagir à prisão efetuada em uma região de Águas Lindas de Goiás. As principais linhas de investigação da polícia apontam uma relação dos crimes com disputas de terras, especulação imobiliária e crimes por encomenda.

Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, as investigações indicam que Lázaro agia como jagunço e segurança e que a rede que o acobertava também promoveu denúncias falsas sobre o paradeiro do assassino, para despistar a polícia. O governador do estado, Ronaldo Caiado, disse que “ele [Lázaro] não é um lobo solitário. Tem uma quadrilha por trás”.

Quando foi preso durante o confronto que culminou em sua morte, o criminoso estava com R$ 4,4 mil no bolso, dinheiro que, segundo a polícia, seria usado para ajudá-lo a sair de Goiás. O valor reforça a hipótese de que Lázaro não teria trabalhado sozinho, pois não seria vantajoso para seus contratantes que ele fosse morto ou preso e entregasse seus comparsas.

Além do dinheiro, Lázaro também portava uma mochila com remédios, alimentos instantâneos e muita munição, além de estar com a barba feita e vestindo um casaco da Polícia Militar do Distrito Federal que não faz parte do uniforme da corporação desde 2013. Como o criminoso estava foragido na mata há 20 dias, seria pouco provável que ele conseguisse acesso a tudo isso sozinho.

Durante as investigações da morte da família Vidal, em 9 de junho, uma pessoa que teve a chácara invadida por Lázaro em 17 de maio, no DF, contou à polícia que o criminoso disse que “tinham encomendado uma cabeça, mas que ele havia entrado na casa errada”.

Outra testemunha relatou que cinco ou seis integrantes da família Vidal venderam suas frações de terra para uma mesma pessoa. O depoente disse ter vendido sua parte por R$ 1 milhão.

De acordo com o site Metrópoles, o advogado da família Vidal disse que há possibilidade de a motivação do crime não ter sido apenas o roubo, mas sim “briga por terras, crimes cometidos para comprar áreas mais baratas, vingança… Tudo isso deve ser apurado”.

A presença de Lázaro nas regiões seria intencional, para promover sensação de insegurança entre os moradores e provocar a venda de terrenos a preços mais baixos. Dessa forma, os contratantes do criminoso teriam mais facilidade para comprar lotes da região e enriquecer mais rapidamente. A suspeita é de que Elmi Caetano, preso por ter abrigado o psicopata, fizesse parte do esquema.

Antes de assassinar os membros da família Vidal, testemunhas afirmam que Lázaro matou um caseiro em Cocalzinho enquanto vestia um colete à prova de balas e um capuz. Lázaro entrou no lugar atirando e foi embora sem levar nenhum pertence.

Leia também1 Vítimas de Lázaro desabafam: "Desse estamos livres"
2 “Primeira noite sem pesadelo”, diz vítima estuprada por Lázaro
3 Jair Bolsonaro sobre a morte de Lázaro: "Tem gente chorando aí"
4 Gilmar manda Saúde garantir direitos LGBTs em atendimento
5 Anvisa: Testes da Butanvac em humanos dependem de dados

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.