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Polícia investiga ligação de app de transporte com milícia

Aplicativo RP Driver inibe outras ferramentas de operarem

Camille Dornelles - 19/12/2019 14h43 | atualizado em 19/12/2019 15h28

Polícia cumpre mandados contra aplicativo Foto: Reprodução

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram nesta quinta-feira (19) mandados de busca e apreensão em Rio das Pedras, Zona Oeste, para investigar um aplicativo de transportes exclusivo da região.

Ele foi criado em março e foi turbinado pela ameaça a motoristas de outros apps que acessam o bairro. O domínio é tanto que a Uber decidiu vetar chamadas originadas em Rio das Pedras. O serviço da RP Driver, como é chamado, existe há pelo menos um ano. Até março, era acionado em um grupo de WhatsApp.

O alvo da operação foram os proprietários da empresa RP Driver. Um mora na própria favela, e outro num condomínio próximo.

– A apuração, que segue em andamento, tem como objetivo a busca de informações que possam confirmar a ligação da empresa com o grupo criminoso. De acordo com os agentes, os documentos apreendidos serão analisados visando identificar a engenharia financeira da quadrilha e a exploração de atividades supostamente lícitas usando sócios ocultos de empresas ligadas à organização criminosa – afirmou a Polícia Civil, em nota.

Aplicativo RP Driver Foto: Reprodução

Os policiais acreditam que a ferramenta tenha relação com crimes da milícia chefiada pelo ex-policial militar Adriano da Nóbrega. Ao tentar pedir um motorista por aplicativo em pontos movimentados de Rio das Pedras, a Uber afirma que o serviço não está disponível. “Peça de locais acessíveis e para locais acessíveis”, diz a mensagem.

Em nota, a empresa informou que “para aumentar a segurança de motoristas parceiros e usuários, nosso aplicativo pode impedir solicitações de viagens de áreas com desafios de segurança pública em alguns dias e horários específicos”.

*Folhapress

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