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Polícia identifica autores de estupro coletivo em favela do Rio

Vítima e os cinco agressores se conheciam

Gabriela Doria - 08/10/2020 21h15

Estupro coletivo aconteceu no Morro do Cantagalo, em Ipanema Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro já identificou os cinco jovens apontados como autores de um estupro coletivo, que aconteceu no Morro do Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Dois dos suspeitos são menores de idade. A vítima é uma adolescente de 14 anos. A vítima afirmou à polícia que acredita ter sido dopada pelos criminosos durante um baile funk.

O crime teria ocorrido em 27 de setembro, dentro da própria comunidade, mas só foi registrado no dia 4 deste mês.

De acordo com os autos, a adolescente, que é moradora do Cantagalo, saiu de casa na noite do dia 26 e foi encontrada inconsciente por vizinhos na manhã seguinte. Ela apresentava sinais de fraqueza, embriaguez e violência sexual.

Ela foi encaminhada ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, onde ficou constatado que ela havia sofrido um estupro coletivo. Os autores são cinco jovens da mesma comunidade.

Depoimentos apontam que eles se aproveitaram do estado de embriaguez para cometer os abusos. A violência teria sido praticada em cima de uma mesa.

A mãe de uma das jovens que encontrou a vítima contou que a vítima estava desorientada e tinha sinais de embriaguez.

– Minha filha saiu sem meu consentimento, passou a noite fora de casa. Quando foi por volta das 7h40, eu fiquei sabendo do ocorrido. Minha filha a encontrou numa localidade aqui perto da minha casa, num lugar chamado Pistão. Disse que ela estava bem alterada, alcoolizada. Minha filha pegou ela, junto com outra colega, e levou para a casa da mãe – contou.

VÍTIMA E AGRESSORES SE CONHECIAM
Ainda de acordo com a vizinha, os agressores e a vítima se conheciam.

– Eu conheço a menina desde pequena. É mais ou menos da idade da minha filha. A educação dela é uma educação cristã, assim como a família toda. Também conheço os meninos, as famílias de todos eles. Todos nos conhecemos, moramos no mesmo lugar – afirmou a mulher. Ela nega que tenha acontecido alguma baile no dia do crime.

– Não era baile funk, nem festa. Até onde eu sei, eles estavam todos reunidos na ladeira principal com caixinhas de som. Era uma noite de calor – declarou.

A jovem violentada foi encaminhada para prestar depoimento na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). O caso foi registrado na 13ª DP, em Ipanema.

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