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Vereador argumenta que mudança faz parte da agenda de movimentos sociais

Gabriela Doria - 30/09/2021 14h42 | atualizado em 30/09/2021 15h39

Projeto de lei proíbe adoção da linguagem neutra nas escolas de Nilópolis Foto: Reprodução

Um projeto de lei que visa proibir a adoção da chamada “linguagem neutra” nas escolas está avançando na Câmara Municipal de Nilópolis, na Baixada Fluminense. De autoria do vereador Anderson Campos (Republicanos), o projeto de lei foi aprovado em primeiro turno e agora segue para a votação final na Casa.

No texto, o vereador afirma que a linguagem neutra é uma tentativa de modificar o idioma para atender aos anseios de movimentos sociais. Campos diz que a mudança é uma “violação” do direito dos estudantes.

– Trata-se, na verdade, de uma tentativa forçada de modificação da Língua Portuguesa, liderada por alguns movimentos sociais, com a falaciosa bandeira de “democratização” da linguagem. Tacham a língua portuguesa como preconceituosa, mas agem assim aqueles que a pretendem utilizar para militância ideológica e exaltação de agenda política, modificando a realidade para moldá-la a seus propósitos escusos – argumenta.

Vereador Anderson Campos Foto: Divulgação

Campos diz ainda que a justificativa da “democratização” da língua é falha, uma vez que a alteração acaba por “segregar” outras pessoas.

– Diante desse contexto, verifica-se que a pretensão de uma linguagem não binária é, em verdade, retrato de uma posição sociopolítica, que, nem de longe, representa uma demanda social, mas de pequenos grupos militantes, que têm por objetivo avançar suas agendas ideológicas, utilizando a comunidade escolar como massa de manobra. Afinal, “a realidade está definida com palavras, quem controla as palavras controla a realidade”. A linguagem não pode ser expressão de pensamento nem tampouco modismo ideológico – alega Campos.

O projeto de lei prevê ainda a punição das instituições e docentes que insistam na linguagem neutra.

– A violação do direito do estudante estabelecido no artigo 1º desta Lei, acarretará sanções às instituições de ensino privadas e aos profissionais de educação que concorrerem em ministrar conteúdos adversos aos estudantes, prejudicando direta ou indiretamente seu aprendizado à Língua Portuguesa culta – diz o texto.

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