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PF prende falsa enfermeira que vacinou empresários em MG

A suspeita é de que a mulher tenha utilizado soro fisiológico no lugar do que afirmou ser imunizante contra o novo coronavírus

Pleno.News - 31/03/2021 16h13 | atualizado em 31/03/2021 16h25

Falsa enfermeira foi presa pela PF suspeita de aplicar vacina falsa contra a Covid-19 em empresários de BH Foto: Reprodução/TV Globo

Diligências da Polícia Federal, realizadas nessa terça-feira (30), reforçam a suspeita de que empresários tenham caído em um golpe em Belo Horizonte. Durante dois dias, uma suposta vacinação contra a Covid-19 ocorreu na garagem de uma empresa de transporte na capital mineira. Mais de 80 pessoas teriam sido submetidas ao procedimento. Uma cuidadora de idosos, que se passou por enfermeira, foi presa na noite de terça. Ela seria a responsável por vender as “vacinas” falsas aos empresários.

A suspeita é de que a falsa enfermeira tenha utilizado soro fisiológico no lugar do que ela afirmou ser imunizante contra o novo coronavírus. Existe a possibilidade de que o golpe tenha sido aplicado a mais pessoas na cidade.

As informações sobre os dias em que a suposta vacinação ocorreu na garagem da empresa e de quem vendeu o que eles pensavam ser vacinas foram repassadas por Robson Lessa e Rômulo Lessa, da transportadora Saritur, uma das maiores de Minas Gerais, à Polícia Federal em depoimento na segunda-feira (29). A garagem utilizada na suposta vacinação é de uma empresa que pertence ao grupo.

Inicialmente, as investigações levavam em consideração imagens feitas a partir de pelo menos um imóvel vizinho à garagem, que fica no bairro Caiçara, mostrando a movimentação de carros dentro da empresa. A corporação, a partir do material, trabalhava com a possibilidade de a suposta vacinação ter ocorrido apenas na terça-feira (23).

Contudo, os empresários informaram à corporação que o procedimento ocorreu também na segunda-feira (22). O número de pessoas que teriam sido imunizadas, acima de 80 anos, consta em lista apreendida na empresa que, nas investigações, aparece com o nome Coordenadas. A informação de que no local funciona braço da Saritur foi repassada à reportagem por funcionário da subsidiária.

DENÚNCIA NA REVISTA PIAUÍ
Na quarta-feira (24), a revista Piauí mostrou que políticos e empresários de Minas Gerais teriam tomado a primeira de duas doses da vacina Pfizer contra a Covid e que eles compraram o imunizante por iniciativa própria, driblando o SUS, o que é ilegal.

A compra de vacinas pela iniciativa privada foi liberada, mas a lei prevê que haja doação à rede pública enquanto não for concluída a imunização dos grupos prioritários. A primeira remessa do imunizante da Pfizer para o governo federal, segundo o Ministério da Saúde, ainda não chegou ao Brasil. A empresa negou que tenha comercializado o imunizante no país.

*Estadão

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