PF instaura inquérito a fim de investigar suicídio de Sicário
Corporação afirma que ação foi registrada por câmeras
Thamirys Andrade - 05/03/2026 11h42 | atualizado em 05/03/2026 13h25

Nesta quinta-feira (5), a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar as circunstâncias envolvendo a custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso nesta quarta (4) durante a Operação Compliance Zero. A corporação afirma que ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que toda a ação foi registrada por câmeras, sem pontos cegos. A instituição informou ainda que comunicou o caso ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), e enviará os registros em vídeo.
A defesa, por sua vez, conta que esteve com Mourão até cerca de 14h e que ele estava em plena integridade física e mental. Os advogados afirmaram acompanhar a situação no Hospital João XXIII, onde o cliente passa por protocolo de morte cerebral.
Mourão foi preso na operação que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master, na qual também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder da organização criminosa.
Investigadores indicam que Sicário teria papel central no grupo, atuando no monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados e intimidação. Em troca, recebia cerca de R$ 1 milhão por mês.
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