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RJ: 50 anos depois, neta morre como avó, vítima das chuvas

Administradora trabalhava quando prédio em que estava desabou

Gabriela Doria - 17/02/2022 15h56 | atualizado em 17/02/2022 16h33

Cecília Fiorese tinha 40 anos e deixou um filho Foto: Reprodução

O temporal que caiu esta semana em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, fez com que, 50 anos depois, se repetisse a mesma tragédia em uma família.

A administradora Cecília Fiorese, de 40 anos, é uma das centenas de vítimas que morreram após os deslizamentos de terra que atingiram a cidade. Por uma infeliz coincidência, sua avó, dona Cecília Eler, de 55 anos, morreu da mesma maneira, em 1972, após um forte temporal em Petrópolis.

A neta estava na clínica onde trabalha, na Rua Teresa, a principal rua comercial da região, quando um deslizamento de terra atingiu o prédio em que ela estava, e o edifício veio ao chão.

O ex-marido da Cecília, o comerciante Alexandre Araújo Dutra, de 47 anos, relata os momentos dramáticos antes de confirmar a morte da ex-companheira.

– Estávamos separados só no papel, porque éramos muito amigos. Eu fui o primeiro a chegar ao local. A gente ainda teve um suspiro de esperança, porque, por volta das 23h, funcionários da clínica disseram que chamaram ela, e ela respondeu dizendo que estava com a perna presa e pediu ajuda, mas não deu tempo – disse Alexandre em entrevista ao site Uol.

Cecília havia começado no novo emprego há 23 dias. Sua irmã, a também administradora Camila Fiorese, de 37 anos, deixou Brasília rumo a Petrópolis quando soube do ocorrido.

– A minha mãe perdeu a mãe dela, que se chamava Cecília, pelo mesmo motivo, aqui, em Petrópolis, no temporal de 1972. A minha avó se chamava Cecília e morreu soterrada. A minha irmã se chamava Cecília e morreu soterrada – disse a mulher.

Ainda segundo ela, o histórico de tragédias que atingem a família por causa dos temporais na região sustenta o desejo dela de retirar todos os seus parentes da cidade.

– A minha vontade hoje é tirar toda a minha família daqui. [A] Cada chuva, [a] cada relâmpago, o medo bate. Parece que o mundo vai acabar. Isso daqui não é vida. […] Eu quero tirar minha mãe daqui. Ela perdeu a mãe e agora a filha da mesma forma. Isso não é justo – disse a servidora pública aos prantos.

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