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“Pediatra informou que Laura estava se masturbando”, diz pai

Ao Pleno.News, Cristiano Orlandi rebateu acusações feitas por Tatiana, mãe da criança

Paulo Moura - 20/04/2021 19h06

Guarda da menina Laura Orlandi é alvo de disputa judicial Foto: Reprodução

O caso da menina Laura Orlandi, de 3 anos, mobilizou a internet ao longo da última semana em torno de denúncias, feitas pela mãe da criança, Tatiana Mari da Silva, de que a menina estaria sofrendo maus-tratos e até abuso sexual, enquanto estava na casa do pai, o advogado Cristiano Orlandi, que atualmente possui a guarda unilateral da criança.

A página criada pela mãe no Instagram para divulgar informações sobre o fato, intitulada de Justiça por Laura Orlandi, tomou enormes proporções e já passa dos 700 mil seguidores. No perfil, Tatiana chegou a compartilhar vídeos em que a menina chorava ao ser deixada com a família do pai, mas o conteúdo posteriormente foi excluído da rede social.

Após a grande repercussão, o pai de Laura procurou o Pleno.News para trazer a sua versão dos fatos. Na entrevista, Cristiano rebate as acusações de que tenha rejeitado a filha, nega acusações de abuso sexual contra Laura pelo enteado de 5 anos e chega a dizer que foi avisado pela pediatra da menina de que ela estaria se masturbando. Acompanhe.

Como iniciou seu relacionamento com a Tatiana, como a conheceu? Como você ficou sabendo da gravidez dela e como foi a relação entre vocês desde então? Vocês chegaram a manter algum relacionamento sério?
Ela era garota de programa. E nosso contato era estritamente sexual e profissional. Eu fiquei assustado quando recebi a notícia da gravidez, porque não tínhamos qualquer relacionamento, e eu era casado e mesmo havendo a possibilidade de eu não ser o pai, desde o primeiro momento dei toda a assistência financeira e material, até a data do parto.

A Tatiana diz que, desde que a criança nasceu, você não quis aceitar Laura, mas que, depois que ela conseguiu a pensão para a filha, você passou a ameaçá-la dizendo que tiraria a guarda da filha quando ela completasse dois anos de idade. Qual seu posicionamento sobre essa acusação?
Em momento algum eu rejeitei a Laura. Mesmo com dúvidas sobre a paternidade, nunca deixei de dar assistência à Tatiana, auxiliando-a como foi possível, inclusive antes do nascimento [de Laura]. Repito: mesmo havendo grandes chances de a criança não ser minha filha. Graças a Deus, ela é. E, imediatamente após o nascimento da Laura, com o DNA comprovando a paternidade, regulamentamos a guarda compartilhada, visitas e pensão alimentícia – parte em dinheiro, mais plano de saúde e tudo o que envolve o assunto escola.

Os vídeos que foram compartilhados nas redes mostram a menina desesperada ao ser deixada com você? Consegue explicar por que a criança se comportou daquela forma?
A Tatiana pratica alienação parental com a minha filha, de modo que esta fique assustada e com medo na hora de ir para a casa de um homem mau, que vai maltratá-la e que a tirou da mãe com a ajuda da polícia (o que a Laura ouve o dia todo, e minutos antes da devolução, e durante as chamadas de vídeo gravadas entre mãe e filha).

Todos os vídeos postados são de dois dias apenas. Isto sem contar que a Laura tem 3 anos e presencia a mãe chorando e recusando-se a entregá-la ao pai. Inclusive, em um destes episódios, ela diz para a mãe que quer ir passear. Deve ter recebido essa oferta no carro, se não ficasse com o pai. Mas posso garantir que, minutos depois, Laura já está feliz e sorrindo, relaxada, brincando. E isso é fato inquestionável no processo!

Não há nenhuma acusação concreta contra mim de maus-tratos, salvo a irreal, absurda e ridícula fala de abuso sexual do meu enteado de 5 anos, à qual o juiz, de plano, não deu credibilidade.

Você já disse, em outras ocasiões, que o processo de guarda de Laura foi motivado por um abaixo-assinado feito pelos vizinhos contra a postura de Tatiana. Como essas denúncias chegaram até você? Os vizinhos o procuraram?
Sim. Os vizinhos me procuraram contando que eu precisava retirar a Laura do ambiente promíscuo em que ela vivia. Ao mesmo tempo, a pediatra informou que Laura estava se masturbando, indicando que eu procurasse imediatamente um neuropediatra. Juntando os dois fatos, tomei providências – primeiro com o conselho tutelar e depois com a Justiça.

Por que acredita que essas denúncias tenham sido feitas pela Tatiana contra você?
A verdade mesmo só ela poderá dizer. Mas eu sempre tive receio das atitudes da Tatiana, que desde o começo fazia escândalos, me ligava centenas de vezes, aparecia no meu trabalho de repente e já demonstrava um comportamento abusivo. Mas usar a Laura como meio para me prejudicar, envolver uma criança de cinco anos, meu enteado, isso eu nunca imaginei.

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