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Pe. Robson após arquivamento: “Rezo pelos que me caluniaram”

Sacerdote se pronunciou após o STJ arquivar de forma definitiva a ação que tramitava contra ele

Paulo Moura - 22/04/2022 11h00 | atualizado em 22/04/2022 11h19

Padre Robson de Oliveira Foto: Reprodução/Facebook Padre Robson de Oliveira

O padre Robson de Oliveira, ex-presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), se manifestou nesta quinta-feira (21) sobre o arquivamento definitivo, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de uma denúncia da qual ele era alvo por supostos desvios de recursos da Afipe. Em um vídeo, o sacerdote disse perdoar quem o difamou e caluniou.

– Estou rezando pelos que me difamaram e me caluniaram. (…) Desde já, eu vos perdoo, mas espero que parem com essas perseguições – declarou.

No pronunciamento, o padre afirmou que nunca teria sido ouvido sobre as acusações e descreveu a situação como “desnecessária” e “humilhante”. Em outro momento do vídeo, Robson disse ter seguido as orientações dos seus superiores para manter o silêncio sobre o caso.

– O silêncio que eu mantive até agora, foi por obediência aos meus superiores religiosos, que acharam que assim deveria ser. Sendo assim, resignado, aguentei calado as diversas formas de investidas contra mim – expôs.

O padre ainda alegou que era e continua sendo inocente e não deveria ter passado pelos constrangimentos das investigações. Ele também se defendeu com o argumento de que todo o dinheiro que utiliza, inclusive para o pagamento de seu advogado, é oriundo de seu grupo religioso.

– A casa onde eu moro, o veículo que eu uso, o dinheiro que eu recebo para o básico, até o advogado que me defendeu foi proporcionado pelo meu grupo religioso. Da mesma forma que tudo o que eu administrei era e continua sendo da Afipe – relatou.

Por fim, o padre afirmou que o caso seria um “episódio montado para tentar macular um trabalho que tem sido conduzido com amor, honestidade e empreendedorismo”.

– É notório que as pessoas entenderam que isso não passou de um triste episódio montado para tentar macular um trabalho que tem sido conduzido com amor, honestidade e empreendedorismo. […] Peço as suas mais sinceras orações por todos esses que tentaram contra mim e contra esta obra de evangelização – completou.

O CASO
O Ministério Público de Goiás investigava, desde 2018, supostos desvios milionários de dinheiro doado por fiéis à Afipe. Os promotores apontaram que os recursos, que deveriam ter sido usados na construção da nova Basílica de Trindade (GO) e manutenção da entidade e ações para os fiéis, foram utilizados com fins pessoais pelo padre.

De acordo com o MP, o sacerdote teria gasto mais de R$ 100 milhões na compra de casas, fazendas, e até um avião, quando era reitor da Afipe. O MP abriu então dois processos contra o padre: um criminal e um cível, por improbidade administrativa no uso do dinheiro.

O processo criminal foi trancado no Tribunal de Justiça goiano em outubro de 2020. Posteriormente, o inquérito civil público também. A partir disso, o MP e a defesa do padre passaram a travar uma disputa judicial para dar andamento aos processos.

Após recursos, o caso foi para o STJ que, em maio de 2021, manteve a investigação bloqueada. À época, o desembargador Olindo Menezes considerou que as provas usadas pelo MP durante a operação foram compartilhadas de maneira ilegal de outra apuração. O MP entrou com recursos pedindo a retomada da investigação, mas os pedidos foram rejeitados.

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