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PE: Deputado desafia sindicato a fiscalizar drogas nas escolas

Sintepe acionou o Ministério Público contra os intervalos bíblicos realizados pelos alunos

Leiliane Lopes - 17/10/2024 19h55 | atualizado em 17/10/2024 20h06

Abimael Santos Foto: Amaro Lima/ ALEPE

O deputado estadual Abimael Santos (PL-PE) se manifestou, nesta quarta-feira (16), sobre a denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) contra as práticas religiosas de alunos nos intervalos das aulas em escolas estaduais. O parlamentar declarou que o sindicato não denuncia a venda e uso de drogas nas escolas e diz que é preciso defender os jovens.

Foi o Sintepe quem acionou o Ministério Público Estadual (MPPE) para verificar os casos e por isso o deputado desafia que ele dê trabalho para os promotores com outros assuntos.

– Querem trabalhar? Querem dar trabalho ao Ministério Público? Começa a fiscalizar nas portas dos colégios os aviãozinhos que chegam com a droga. Eu não vejo ninguém acionando o Ministério Público pra resolver esse problema.

O deputado acredita que há uma perseguição aos cristãos, porque, para ele, não há problema que os jovens se reúnam para orar e ler a Bíblia nos intervalos.

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SOBRE A DENÚNCIA
O sindicato apontou que denúncias recebidas se referem à realização de cultos religiosos, supostamente evangélicos, dentro de escolas públicas sem a participação de outras crenças, o que poderia violar o princípio de laicidade do ensino. A prática, segundo as denúncias, ocorre sem a supervisão de funcionários da escola, sendo organizada pelos próprios alunos.

– Em algumas escolas, estudantes se reúnem para orar e ler a Bíblia durante o horário escolar, sem qualquer orientação de servidores – alega Cíntia Virgínia Sales, vice-presidente do Sintepe, levantando questionamentos sobre a separação entre Estado e religião.

O MPPE chegou a fazer uma audiência pública com representantes do Sintepe e da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE) e uma nova reunião foi marcada para o dia 27 de novembro, onde a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) também irá participar para defender a liberdade religiosa dos estudantes.

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