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Pastor Felipe Heiderich tinha medo de ser apedrejado

Ex-marido de Bianca Toledo foi absolvido das acusações de pedofilia

Jade Nunes - 03/05/2019 14h51 | atualizado em 03/05/2019 15h16

Felipe Heiderich foi absolvido das acusações de Bianca Toledo Foto: Reprodução

Absolvido pela Justiça em abril, o pastor Felipe Heiderich disse ter sofrido agressões na cadeia e, por isso, desenvolveu transtorno do estresse pós-traumático (TEPT).

Heiderich foi preso em 2016 sob suspeita de ter abusado do enteado, que tinha 5 anos na época. Ele era casado com a cantora e pastora Bianca Toledo.

– Fui tratado da forma como você imagina que um acusado de pedofilia é tratado, mas, pela graça de Deus, não fui estuprado – afirmou ao jornal Extra.

O pastor ficou cinco dias em Bangu 10, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Após a conclusão do inquérito, ele respondeu ao processo em liberdade.

– Me jogaram na cela e mandaram os presos me estuprarem, mas, por um milagre, os presos não me estupraram. (Os agentes) me deram comida estragada, não me deixavam dormir, não me davam água para beber. Não tinha água pra banho, para as necessidades, não tinha colchão, lençol, nada. As roupas quem me deram foram os presos. Eu não tinha roupas. Não me davam copos pra tomar o café da manhã. Passei essa semana toda lá. Quando fui liberto por um habeas corpus, sendo inocente – veja bem, sendo inocente -, tinha uma multidão lá fora pra me linchar. Ninguém quis me ouvir – detalhou Heiderich.

O religioso ainda acusou Bianca Toledo de ter apresentado laudos falsos contra ele.

– Ela apresentou dois laudos falsos e a delegada acreditou. No mesmo dia da denúncia, saiu o mandado de prisão, sem sequer a polícia me ouvir, sem fazer exame, nada. Foi feita perícia psicológica na criança e viram que ela foi influenciada para contar a história, porque a mãe tinha pedido.

Ao retomar a vida, o pastor disse que tinha medo da reação das pessoas na rua, mas foi surpreendido positivamente.

– Agora é tudo tão novo. Imagina uma criança que acabou de nascer. Ontem (quinta-feira) fui cortar o cabelo. Foi a primeira vez que fui sozinho para um shopping (desde a denúncia). Estava com trauma. Tinha medo de ser apedrejado. As pessoas me trataram bem, pediram para tirar fotos. Foi uma libertação. É um passo de cada vez. Os advogados vão cuidar de tudo relacionado ao processo. Eu só quero reaprender a viver.

A fé, segundo ele, foi o fator mais importante para não desistir de tudo.

– Um olhar, um abraço curam mais do que um discurso. Quando as pessoas tocam em mim, levo susto, mas aos pouquinhos vou me recuperando. Foi a fé que me manteve vivo. Fiquei abandonado por três anos. A fé me ajudou muito – concluiu.

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