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‘Parecia um furacão’, diz dono de guincho sobre avião com Marília

Amadeu Alexandre, que atuou na remoção da aeronave, relatou o cenário que encontrou no local do acidente

Thamirys Andrade - 12/11/2021 12h13 | atualizado em 12/11/2021 13h26

avião marilia mendonça
Acidente de avião que transportava a cantora Marília Mendonça Foto: Reprodução / TV Globo

“De longe, era uma coisa; de perto, parecia que tinha passado um furacão”. Foi assim que Amadeu Alexandre, dono de empresa de guinchos, descreveu o cenário que encontrou no avião que caiu com Marília Mendonça, na última sexta-feira (5), em Caratinga (MG). O empresário de 55 anos foi contratado para remover a aeronave do Córrego do Lage, local da queda, e levá-lo para um lugar mais seguro para a perícia.

Amadeu, que costuma trabalhar na remoção de carros e ônibus acidentados, nunca havia atuado em tragédias de avião e o que ele viu o deixou “atordoado”.

– De longe, era uma coisa; de perto, parecia que tinha passado um furacão. O assoalho estava todo destruído; os bancos, fora do lugar… Tudo foi arrancado dentro do avião. Não tem como não pensar no que as pessoas passaram. Fiquei atordoado – relembrou, em entrevista ao jornal O Globo.

O empresário recebeu a ligação com a proposta do trabalho no sábado (6), pela manhã. Para realizar a remoção, ele precisou acionar funcionários da Fervel e da JV Guinchos, seus dois negócios. Foram necessárias oito pessoas e dois caminhões, um deles com guincho de 200 toneladas e o outro de 40.

Com tantos obstáculos, a remoção dos motores levou toda a segunda-feira (8).

– A parte mais complicada foi a remoção de um dos motores. Ele se desprendeu do corpo do avião e foi lançado a cerca de 300 metros, numa região íngreme e escorregadia, com muito limo. Caminhão não chegava até lá. Tivemos que ir com a caminhonete e amarrar os homens em cordas, como um corrimão, para que tivessem segurança ao retirar as peças, sem cair na cachoeira – explicou.

Já no sábado (6) e no domingo (7), a tarefa se concentrou em deslocar o avião da cachoeira até um terreno onde ficavam os caminhões. Para tal, foram realizadas oito viagens, e a aeronave precisou ser dividida em quatro partes.

– Tá tudo limpo. Não deixei um parafuso. Parece que nem teve acidente – disse Amadeu após concluir o trabalho.

Os destroços da fuselagem foram levadas para o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), onde passam por investigação para apurar as causas do acidente que custou a vida da cantora Marília Mendonça, de 26 anos, e dos outros quatro ocupantes da aeronave: o tio e assessor da artista, Abicieli Silveira Dias Filho, o produtor Henrique Ribeiro, além do piloto, Geraldo Medeiros, e do copiloto, Tarciso Viana.

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