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Pais desocupam apartamento de anestesista após ordem do dono

"Ele parecia normal", diz um vizinho de Giovanni que preferiu não se identificar

Gabriel Mansur - 14/07/2022 16h19 | atualizado em 14/07/2022 17h14

Desde que o crime de Giovanni Quintella veio à tona, na última segunda-feira (11), o proprietário do apartamento onde ele morava, chocado com as notícias, pediu que o imóvel fosse liberado o mais rápido possível. A residência é localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Como o médico anestesista foi preso em flagrante, e segue detido de forma preventiva em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, coube a seus pais desocupar o apartamento. Diante de toda a repercussão do caso, eles costumam chegar sempre muito cedo, entre 6h e 7h. Após cumprirem a tarefa, vão embora com um semblante sério e sem falar com ninguém.

As informações foram repassadas por vizinhos ao jornal O Globo. Um conhecido do criminoso, inclusive, disse em entrevista que Giovanni era uma pessoa tímida e reservada. Ainda segundo o vizinho, que preferiu não se identificar, ele tinha o hábito de ir à academia ao lado do prédio diariamente.

– Era extremamente vaidoso, às vezes ficava na academia até o último horário. Treinava com um personal trainer e nunca batia papo com mais ninguém – comentou.

Outra pessoa da vizinhança comentou como os moradores e frequentadores da academia reagiram ao saber do crime cometido pelo anestesista.

– Todos ficaram chocados. A gente via o Giovanni diariamente. É bem estranho pensar que ele fez aquilo. Ele parecia normal — relatou outro conhecido, que também não quis ser identificado.

O anestesista não tinha o hábito de receber amigos em seu apartamento, mas costumava estar acompanhado de mulheres. Na busca por encontrar motivos que pudessem justificar os atos de Giovanni, eles não encontram nada.

– Ele era rico, tinha uma condição boa, uma namorada linda. Ele tinha tudo, não dá pra entender – concluiu outra vizinho.

A família de Giovanni também mora na Barra da Tijuca. O pai é médico, tem 41 anos de carreira e é dono de uma clínica de ginecologia. Nesta quarta (13), o estabelecimento, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, estava fechado.

O CASO
Giovanni Quintella, de 31 anos, foi preso e autuado em flagrante, na madrugada desta segunda, por estupro de vulnerável. O homem, que é médico anestesista, abusou de uma paciente enquanto ela estava dopada e fazia uma cesariana no Hospital da Mulher Heloneida Studart em Vilar dos Teles, São João de Meriti, município na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Funcionários do hospital filmaram o anestesista colocando o pênis na boca de uma paciente quando Giovanni Bezerra participava do parto dela. As investigações, lideradas pela delegada Barbara Lomba da Delegacia da Mulher do município, suspeitam que ele seja um “criminoso em série”. No mesmo dia do flagrante, ele atuou em outros dois partos. No total, estima-se que 30 pacientes ficaram sob “seus cuidados”.

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