Pai de Henry Borel se pronuncia após nova prisão de Monique
"Meu filho Henry merece justiça, e eu não vou parar", declarou o vereador
Pleno.News - 21/04/2026 11h24 | atualizado em 22/04/2026 12h14

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, voltou a cobrar justiça após a nova prisão de Monique Medeiros, ré pela morte da criança. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (20), ele defendeu a necessidade de manter a acusada presa durante o andamento do processo.
– Graças a Deus, Monique está presa. Ela está voltando para um lugar de onde nunca deveria ter saído. Monique solta é um risco para o processo, para as testemunhas e para a própria busca da verdade – disse.
Na publicação, Leniel afirmou que a soltura anterior da acusada representava uma ameaça à investigação.
– Porque deixar alguém solto, colocando em risco o processo e as testemunhas não é só um erro. É uma afronta à Justiça e toda a sociedade – declarou.
E afirmou:
– Meu filho Henry merece justiça e eu não vou parar, não vou recuar e não vou me calar até que ela seja completa.
Monique Medeiros se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta segunda, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que determinou o retorno dela à prisão. A acusada havia sido solta no mês passado.
De acordo com a Polícia Civil, Monique apresentou-se na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva.
Em 23 de março, a juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), concedeu liberdade provisória a Monique sob o entendimento de que a sua prisão era ilegal em razão do “despropositado prazo da prisão”. Ela está detida de forma provisória desde 2021 – chegou a sair em 2022, mas retornou meses depois.
O argumento, contudo, foi negado por Gilmar Mendes, na última sexta (17).
Na decisão, o ministro destacou que a necessidade da prisão preventiva já havia sido reconhecida em julgamentos anteriores, com base na gravidade dos fatos e em indícios de coação de testemunhas, o que justificaria a medida para garantir a ordem pública e o andamento da instrução criminal.
– Enquanto cumpria prisão domiciliar, a acusada teria coagido importante testemunha [a babá da vítima], de modo a prejudicar a elucidação dos fatos – destacou o ministro.
Mendes ainda afastou a tese de excesso de prazo, apontando que o adiamento do julgamento ocorreu por fatores atribuídos à própria defesa, como o abandono do plenário por advogado de corréu, o que, segundo ele, não caracteriza constrangimento ilegal.
O menino Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe, Monique, e o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, também réu e preso pelo crime.
*AE
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