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Pai da bebê Helena nega acusações de violência doméstica

Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mãe de Helena

Monique Mello - 20/07/2026 13h02 | atualizado em 20/07/2026 13h40

Erisvaldo Almeida é pai da pequena Helena Fotos: Reprodução

O pai da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, encontrada morta em Fortaleza, Ceará, no último dia 13 de julho, negou ter agredido ou ameaçado a mãe da criança. Erisvaldo Almeida se pronunciou após participar da missa de sétimo dia da filha, celebrada neste domingo (19) em uma igreja no bairro Parque Guadalajara, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Erisvaldo afirmou que ainda tenta lidar com a morte da bebê e contestou as acusações feitas pela defesa da mãe da criança.

– Eu não sei nem o que falar numa hora dessas. Depois da perda da minha filha, estar tendo que fazer uma homenagem dessa, de uma menina que eu sempre amei – disse em entrevista à TV Cidade Fortaleza.

O pai declarou que jamais cometeu agressões contra a ex-companheira e questionou o fato de, na sua avaliação, as denúncias terem surgido apenas após a morte de Helena.

– Se ela está alegando que eu vivia agredindo ela, por que não foi me denunciar antes? Eu quero que isso seja provado na Justiça – afirmou.

Erisvaldo também relatou que não consegue mais ter contato com o outro filho que teve com a mãe de Helena. De acordo com ele, as tentativas de falar com os familiares maternos da criança não tiveram retorno, e seu desejo é voltar a acompanhar o menino.

A morte de Helena ocorreu entre a noite de 12 e a madrugada de 13 de julho, em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A bebê foi socorrida desacordada para um hospital particular da região, mas não resistiu. O caso segue sob investigação da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).

Neste domingo (19), o Tribunal de Justiça do Ceará concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mãe de Helena. A informação foi divulgada pelo advogado da mulher, Weryd Simões.

Segundo a defesa, a decisão foi tomada com base em elementos que apontam supostos episódios de violência doméstica, ameaças e ataques contra a mãe da criança. O advogado também afirma que a mulher tem sido alvo de ofensas e de uma campanha de ódio nas redes sociais desde a morte da filha.

O advogado também afirmou que o pai da criança possui um histórico criminal registrado desde 2016 e que esse conjunto de informações foi considerado no processo. A nota acrescenta que a Justiça analisou as provas apresentadas antes de conceder as medidas protetivas.

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