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Paes: Com vacinação completa, Rio poderá ter Carnaval em 2022

Prefeito também avalia realização da festa de Réveillon

Pleno.News - 09/07/2021 15h59 | atualizado em 13/10/2021 15h10

Eduardo Paes. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Foto: Agência Brasil/Tomaz

Nesta sexta-feira (9), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse esperar que a imunização da população da cidade esteja concluída até o Carnaval de 2022, de modo que, com isso, seria possível aos foliões participarem da festa sem terem de apresentar resultado de testes de Covid. As informações são da Agência Brasil.

Paes explicou que o Carnaval tem características diferentes de outros eventos que concentram público.

– Para ter Carnaval, não dá para ficar exigindo: testou, entra no bloco; não testou, não entra na Sapucaí. Isso seria impossível. É torcida, esperança, fé, crença de que vamos ter Carnaval porque vai estar todo mundo protegido [até lá] – afirmou o prefeito.

Paes deu declarações durante a apresentação do 27º Boletim Epidemiológico.

Com base no calendário da Prefeitura, Paes estimou que a aplicação da primeira dose de vacina anticovid será concluída no dia 15 de agosto e, três meses à frente, em novembro, a população acima de 18 anos estaria imunizada também com a segunda dose. Segundo o prefeito, com isso, a população alvo da campanha estaria totalmente vacinada.

– Isso significa vida normal. Então, vamos caminhar com isso. Partindo dessa premissa, é que a gente tomou a decisão, até porque o Carnaval é uma celebração complexa, que exige muita preparação, de avançar não só com o Carnaval, mas também com o Réveillon – acrescentou Paes.

O prefeito carioca adiantou que o chamado para a organização do Réveillon será divulgado em breve.

Paes lembrou que, a partir do Carnaval de 2022, o evento terá uma inovação, que é o acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) para os próximos quatro anos, com garantia de estabilidade aos organizadores para a realização dos desfiles na Marquês de Sapucaí.

– Vamos trabalhar com a hipótese de ter Carnaval [em 2022]. [É] óbvio que, se houver alguma situação crítica no momento, eu não queria ficar nem deixar o secretário Daniel especulando sobre hipóteses, mas, se tiver que interromper, vamos interromper – disse ele.

Paes também ressaltou que espera e torce para que isso não aconteça, de modo que haja Carnaval.

RISCO MODERADO
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, a cidade mantém a tendência de queda do número de casos confirmados de Covid-19, com pelo menos cinco semanas de redução. Nos casos de morte pela doença, já são dez semanas de recuo gradativo.

Com base nas informações, o mapa de risco da Semana 27 mostra que cinco das 33 regiões da cidade estão com risco moderado para contaminação pela Covid-19, como já estava na semana anterior, mas com uma alteração: a zona portuária voltou para risco alto, e a Barra da Tijuca passou para risco moderado. Penha, Ilha do Governador, Santa Teresa e Vigário Geral continuam em risco moderado. O restante das regiões está em risco alto, e nenhuma em risco muito alto.

– Lá atrás, toda a cidade estava com risco muito alto. Depois, avançou-se para parte da cidade em risco muito alto, vai para alto e muito alto, ficando várias semanas com as regiões administrativas todas em risco alto. Agora, a gente já vem, desde a semana passada, em uma evolução gradativa, com cinco regiões em risco moderado – detalhou Garcia.

INTERVALO MENOR ENTRE DOSES
O secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou que, após a conclusão das aplicações da primeira dose na população maior de 18 anos, será avaliada a possibilidade de reduzir o prazo de intervalo para a segunda dose da vacina. Soranz lembrou que a primeira aplicação tem potencial de imunogenicidade maior do que a dose de reforço.

– Este é o nosso planejamento e é assim que estamos trabalhando. Certamente todas as pessoas vão ser vacinadas na cidade do Rio com a primeira e a segunda doses até o fim do ano – afirmou.

Soranz comentou informação do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, referente ao período de 20 de junho a 3 de julho, de que, pela primeira vez neste ano, não houve aumento das taxas de incidência ou de mortalidade por Covid-19 em nenhum estado do país.

Conforme o boletim, houve tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) no Sistema Único de Saúde (SUS) pela quarta semana consecutiva.

Para o secretário, o avanço na vacinação tem contribuído para reduzir os indicadores da Covid-19. De acordo com Soranz, todos acreditam na vacinação e sabem que a vacinação salva vidas.

– Os números estão mostrando isso. O número de pessoas internadas caiu em 50% na cidade do Rio de Janeiro. Já tivemos 1.400 pessoas internadas; hoje temos menos de 650 pessoas internadas. É uma redução impressionante. Estamos em um mês de inverno em que, normalmente, há mais casos de gripe e mais casos graves. O efeito da vacina é claro: mesmo no período mais perigoso, temos redução de casos, não só no Rio, mas no Brasil todo – afirmou.

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