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Padrasto afirma que relação com Henry era “a melhor possível”

Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, o vereador Dr. Jairinho garantiu que sua relação com a criança era boa

Paulo Moura - 22/03/2021 08h23 | atualizado em 22/03/2021 09h11

Vereador Jairinho concede entrevista ao lado de Monique, mãe de Henry Foto: Reprodução/Record TV

Vereador pelo Rio de Janeiro e envolvido no caso da morte do enteado Henry Borel, de 4 anos, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), afirmou que sua relação como padrasto da criança que morreu na madrugada do último dia 8 de março era “excelente, a melhor possível”. Henry morava com a mãe, Monique Medeiros, e com o vereador em um apartamento no Rio.

Em entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini e exibida no programa Domingo Espetacular, da Record, na noite de domingo (21), o padrasto garantiu que sua relação com a criança era boa e lembrou que tem três filhos já crescidos, o que, segundo ele, faria com que fosse impossível ele se irritar com uma criança.

– Sei o que se passa com uma criança, e menino de 4 anos é só alegria – disse o vereador.

Os advogados do pai da criança, Leniel Borel, porém, já tinham dito que o Henry não gostava do padrasto. Em relatos feitos por Leniel, o menino já teria dito que o padrasto costumava dar um “abraço muito forte”.

Apesar do laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatar muitas lesões espalhadas pelo corpo do menino, infiltrações hemorrágicas nas partes frontal, lateral e posterior da cabeça, contusões no rim, no pulmão e no fígado, Dr. Jairinho afirmou que não houve crime.

– Eu tenho certeza absoluta, diante de Deus, que assassinato não foi – declarou o parlamentar.

Já a mãe da criança relatou que Henry vomitou ao chegar no apartamento, o que também foi dito pelo pai do menino, mas ela não estranhou o estado por tratar-se de algo normal quando o filho chorava muito. A mãe disse ter tentado acalmar Henry indo a uma padaria próxima de casa antes de subir para o apartamento, onde disse ter ficado com o marido, assistindo a uma série na sala.

– Ele [Henry] estava atormentado, atordoado, chorando muito. Sempre que ele voltava da casa do pai ele voltava atormentado. Ele vinha com comentários que não eram comentários de criança, coisas que não eram palavras de criança pra mim. Eu acredito que tenha tido uma certa alienação parental. E meu ex-marido, a gente não teve um término de relacionamento bom – contou Monique.

Entretanto, uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, mostrou conversa entre o pai de Henry e a mãe em tom amistoso, falando sobre as atividades da criança, trazendo momentos de tensão em relação ao choro dele, quando deixava o pai para voltar para a casa da mãe.

– Essa será uma noite difícil. Eu parei minha vida pra estar ao lado dele e não adianta – diz Monique, enquanto Leniel tenta acalmá-la e diz que a reação faz parte do processo de separação dos pais.

A reportagem do Fantástico também revelou que polícia tem em mãos ocorrência registrada pela ex-mulher de Dr. Jairinho, segundo a qual ele sempre foi violento e que tentou enforcá-la em uma oportunidade.

O FATO
O menino Henry Borel Medeiros morreu no último dia 8 de março, em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram um fim de semana normal. Por volta das 19h do domingo (7), o pai o levou de volta para casa, onde morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o médico e vereador do Rio, Dr. Jairinho.

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 de segunda, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Ao chegar ao hospital Barra D’Or, Monique e Dr. Jairinho informaram ao pai da criança que eles ouviram um “barulho estranho durante a madrugada e, quando foram até o quarto ver o que estava acontecendo, viram que a criança estava com os olhos virados e com dificuldade de respirar”.

De acordo com o laudo de exame de necrópsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente. Como parte da investigação da morte de Henry, agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) recolheram imagens de câmeras do circuito interno de um shopping onde o garoto foi a um parquinho e do condomínio em que Leniel Borel morava.

Segundo os investigadores, o menino chegou aparentemente saudável aos locais. Na quarta-feira (17), Monique e Dr. Jairinho foram ouvidos separadamente por cerca de 12 horas, na 16ª DP. De acordo com a polícia, a mãe e o namorado só foram ouvidos nove dias depois do crime porque Monique estaria em estado de choque, sob efeito de medicamentos.

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